26 de setembro de 2009

Quanto nos falta para uma ‘colher’?



Com uma ‘pitada’ de sarcasmo, diria o professor Sérgio Gadini: “O melhor blog de crítica de mídia dos Campos Gerais!” E existe algum outro?! Embora não tenhamos conhecimento da existência de outro blog com essa temática na região, a dualidade da palavra “melhor” usada por Gadini não está de tudo errada. Não alcançamos a perfeição, mas é possível avaliar um processo em busca dela.

A cada nova edição nota-se que os redatores estão mais atentos aos detalhes, boa escrita, novidades, entre outros pontos. Nesta é possível destacar a criatividade dos escritores. Depois de tantas postagens, a busca por um assunto novo tornou-se mais trabalhosa. Mas os alunos mostram que, “quebrando a cabeça”, assunto não falta.

Como exemplo em Projetor, muitos filmes, tanto ponta-grossenses quanto os a nível nacional, já foram criticados aqui. Nesta edição, a editoria inova partindo para as produções amadoras. Mesmo não correspondendo à qualidade dos filmes produzidos pelo mercado cinematográfico, as iniciativas amadoras fazem parte do espaço cultural da região, sendo assim podem ser discutidas e criticadas.

Abordagem por outro ângulo sobre determinado assunto também é uma sacada criativa. Na editoria Em Cena a autora utiliza uma das atividades do grupo Bando da Leitura, já criticado em edição passada - editoria Livro Aberto – como tema para sua crítica de teatro.

Mas nem sempre a repetição funciona. Embora se trate de outra obra, o texto esteja bem escrito e desperte o interesse do leitor, a atual editoria de literatura peca na escolha de um autor já criticado antes aqui. A opção da autora desmerece outros autores regionais, que poderiam ter seus trabalhos divulgados neste meio midiático, e mostra que faltou esforço na busca por novidades.

O nosso objetivo está correto. Continuemos na busca da perfeição. Mesmo que seja impossível alcançá-la, devemos buscar nos aproximarmos ao máximo dela. Assim, agarramo-nos na esperança de que um dia a ‘pitada’ de sarcasmo se torne uma ‘colher’ de verdade.

Cláudia Alenkire

Um programa jovem (até demais!)



O ‘Plug’ é um programa da Rede Paranaense de Comunicação (RPC) voltado ao público jovem, apresentado por Tatielly Vaz, Janine Furtado e Sergio Tavares Filho, que vai ao todo sábado, às 11:35 horas, no Canal 7, da TV aberta no Estado do Paraná. Os assuntos variam entre comportamento, moda, trabalho, esportes radicais. Porém, acabam sendo repetitivos, com os clássicos "como não ficar estressado com o vestibular", ou "como escolher sua profissão", que volta e meia estão em pauta.


As matérias sobre namoro acrescentam pouco ao telespectador. O melhor desempenho do programa é quando o assunto é música. A apresentação de bandas paranaenses é um bom exemplo de divulgação da produção musical da região. No entanto, mesmo com alguns bons temas, a superficialidade ainda impera.

Outro problema visível é a utilização do "vocabulário adolescente". Gírias como "balada" e "galera" soam forçadas quando ditas pelos repórteres. O fato de ser voltado a um público juvenil não impõe necessidade de uma linguagem tão despreocupada. Além disso, os jovens entrevistados são geralmente de classe média, o que dificulta uma abordagem mais plural dos problemas que o Plug julga ocupar a cabeça do público alvo.


Apesar de ser um dos poucos voltados ao jovem, o programa falha ao utilizar de preocupações estereotipadas dos adolescentes. Poderiam ser acrescentados assuntos que promovam debate, além de abordar diferentes temas. Por exemplo, ao invés de falar sobre como ficar calmo durante o vestibular, o Plug poderia trazer a dificuldade de se adaptar à nova rotina de universitário. Talvez o jovem de hoje esteja mais interessado em saber como organizar os horários e não se sobrecarregar na faculdade do que dicas de como convencer os pais a deixá-lo dormir na casa do namorado(a).

Giseli Barão

Serviço:

Plug- RPC: canal 7

Sábados às 11h35min

blog: http://portal.rpc.com.br/tv/paranaense/plug/blog/

site:http://portal.rpc.com.br/tv/paranaense/plug.phtml

A “Operáriodependência”



Em julho deste ano, o Operário Ferroviário garantiu vaga na 1ª Divisão do futebol paranaense em 2010. Além de muita festa dos torcedores, os jornais diários de Ponta Grossa celebraram - com razão - o momento histórico do “Fantasma” e dedicaram muito espaço dos seus cadernos esportivos para a conquista.


Quase dois meses depois, o que se vê é a parte de esportes dos jornais “refém” dos assuntos relacionados ao Operário. A equipe sub-20, que disputa o paranaense da categoria, vem em fase ruim, mas continua estampando a capa dos cadernos esportivos do Diário dos Campos (DC) e Jornal da Manhã (JM) durante quase toda a semana. Talvez a questão não seja os resultados da equipe, mas a relevância do assunto para a população.

Um exemplo de tal hipótese é a veiculação da matéria que fala da criação de uma equipe do Operário no Paranaense de Futebol Society. Ao ler a nota publicada nos jornais, fica evidente que a equipe não está relacionada ao time que representa Ponta Grossa e usa o nome do “Fantasma” como uma forma de obter maior prestígio.


O contraponto positivo está na evolução da cobertura do esporte amador. Mesmo direcionada ao futebol de campo, os jornais aos poucos dão espaço aos atletas “prata da casa” e aos eventos do Município. Outro papel que imprensa escrita de Ponta Grossa parece adotar é o da cobrança. Tímida, mas ela aparece quando, por exemplo, o Jornal da Manhã revela os problemas na montagem da equipe do futsal adulto de Ponta Grossa para os Jogos Abertos do Paraná ou quando o Diário dos Campos mostra os problemas do futebol de campo amador na cidade, que por serem tantos, alguns foram parar na página policial.

Sebastião Neto

Serviço:

Caderno Bola: Jornal da Manhã

Caderno de Esportes: Diário dos Campos

R$ 1,75

De 24 de agosto a 24 de setembro de 2009

Literatura em teatrinho... de geração a gerações



O Bando da Leitura já foi comentado neste blog, relevando o incentivo à leitura por parte do projeto. Porém, é interessante (re)lembrar uma das atividades que as crianças mais gostam: a dramatização.


Para quem não conhece, o Bando da Leitura é uma iniciativa da professora Lucélia Clarindo, que montou um grupo de leitura no quintal da (própria) casa, em 2007. A participação das crianças do Bairro de Oficinas, cidade de Ponta Grossa (PR), foi tão grande que o Ministério da Cultura, a partir de concurso, escolheu o grupo como Ponto de Leitura, entre um dos 114 reconhecidos no Brasil.

O motivo do sucesso é a forma que as crianças conhecem a literatura. Ao invés de ler por obrigação, teatrinhos e música estimulam a imaginação dos participantes. No grupo, já foram compostas várias canções e dramatizadas muitas estórias em forma de teatrinhos. Qualquer livro que apareça é transformado em uma divertida novelinha e o personagem que mais se destaca é o Saci Pererê.


Além de Lucélia, a parte do teatro fica por conta de Amelu e Luam, filhos da coordenadora do Bando. Luam é músico, da banda Wonderboys, e faz a trilha sonora, muitas vezes improvisada na hora da apresentação do teatrinho. Amelu contribui com a sua experiência em dança e artes cênicas. A família resolveu passar seus conhecimentos para crianças que, talvez, não teriam acesso à arte com tanta liberdade. Sem dúvida, um gesto digno de registro público!

Tuanny Honesko

Serviço

O Bando da Leitura se reúne na Rua Roberto Hauer, número 141, Bairro Oficinas, todas as quartas-feiras às 14h.

O blog do bando é: http://www.bandodaleitura.blogspot.com/

Fotos: arquivo do blog do Bando.

Amadorismo e diversão em menos de 10 minutos



A dificuldade de se falar sobre cinema nos Campos Gerais é reflexo das dificuldades de produção da sétima arte na região. Isso porque não há repercussão na mídia local, ou até mesmo apoio para quem pretende produzir filmes. Neste contexto, a maioria dos trabalhos pontagrossenses é veiculada apenas pela internet, que dá suporte a diversos grupos de cineastas amadores.

É na internet, mais especificamente no site Youtube, que se pode encontrar um (razoável) acervo de curtas produzidos por dois amigos do curso de Artes Visuais da UEPG. Os filmes têm duração máxima de 10 minutos e reproduzem histórias criadas por Vilmar Doidão e Mané.

Todo o trabalho tem a participação da dupla. Produção de roteiro, edição, trilha sonora. Além disso, alguns amigos contribuem nas atuações e maquiagem na maquiagem.

Pode-se dizer que os curtas produzidos são de bastante amadores e, se não rendem histórias fantásticas, pelo menos é possível dar boas risadas. As produções caseiras não são compatíveis com as necessidades do mercado cinematográfico e, no entanto, não significa que não mereçam espaço. É a criatividade de dois amigos traduzida em diversão para quem estiver disposto a conhecer um pouco mais das produções pontagrossenses.


Vanessa Kruchelski Huk

Serviço

Fotos: Vilmar Doidão

Produção dos Filmes: Vilmar Doidão e Mané

Participação: Estudantes de Artes Visuais

Exibição: Youtube (www.youtube.com)

A primeira mulher pode ser a última



“E disse o Senhor Deus: não é bom que o homem esteja só’. Cabia também a variação: ‘não é bom que a mulher esteja só’”. É dessa forma intrigante que o escritor Miguel Sanches Neto inicia seu novo livro “A Primeira Mulher”. Obra que prende a atenção do leitor pela narrativa fascinante e trama complexa. O livro aborda a temática crise existencial associada a conflitos políticos, onde um emaranhado de acontecimentos liga seus personagens, apanhando-os num enredo de dilemas e enganos.


O personagem central do romance é o professor Carlos Eduardo Pessoa. Um homem de quarenta anos que evidentemente sofre da Síndrome de Peter Pan (se recusa a crescer) – mantém casos com suas alunas da faculdade e não se envolve sentimentalmente com ninguém. Não tem amigos e cultiva uma rotina confortável e egoísta, evitando assim o convívio social. Até que uma reviravolta do destino o coloca frente a frente com a primeira mulher de sua vida. A partir de então o autor traça o amadurecimento forçado pelo qual Carlos Eduardo poderá ou não passar. Tudo depende de suas escolhas.

Miguel Sanches Neto é considerado como o melhor autor de sua geração, mora em Ponta Grossa, e é professor de Literatura Brasileira na Universidade Estadual de Ponta Grossa. Já escreveu mais de vinte livros, e entre os mais conhecidos estão os romances: Chove sobre minha infância e Um amor anarquista.

Gisele Manjurma

Serviço:

Título: A Primeira Mulher

Autor: Miguel Sanches Neto

Editora: Record

Edição: 1a. edição, 2008

Idioma: Português

Número de páginas: 335 páginas

Área: Literatura Brasileira

Preço: R$ 40,00

Fotos: Divulgação

Santo de casa não faz milagre!


Há 10 anos na estrada, a Interprise Banda Show, da cidade de Ponta Grossa, se apresenta fazendo covers de artistas nacionais e internacionais. Com jogos de luz, telões que transmitem clipes das músicas que são apresentadas no palco, bailarinas e com uma estrutura de som que faz o chão tremer quando a banda começa a tocar, os músicos são uma boa opção para festas de casamento e formaturas.


E é isso mesmo! Dificilmente os artistas se apresentam além das festas citadas. Um dos prováveis motivos é a falta de composições próprias. O repertório da banda conta com boleros, músicas românticas, axés, pagodes, sertanejo universitário, além de clássicos como as músicas dos Mamonas Assassinas e Village People.

O ponto forte das apresentações é a abertura dos shows. Em uma alusão ao filme Zorro, uma luta de espadas é encenada enquanto dois músicos interpretam a canção “Corazón yo te pido”. Outro destaque são as coreografias entre os músicos e os bailarinos, fazendo com que os integrantes mostrem entrosamento caracterizando o grupo como uma banda show, onde o espetáculo vem antes de tudo.


Vale ressaltar que a própria cidade não prestigia os músicos. Na agenda de setembro, por exemplo, a cidade de Curitiba recebeu os shows da Interprise por oito vezes, sendo que em Ponta Grossa a banda não se apresentou mais que três vezes. Outros estados como Santa Catarina, São Paulo já receberam a banda pontagrossense, o que assegura que “santo de casa não faz milagre”.

Daniel Petroski

Serviço

www.bandainterprise.com.br

Contatos: (42) 3025-2800

Fotos: Divulgação

Uma (Ir)radiação Informativa



São poucos os noticiários das rádios de Ponta Grossa que tratam da realidade local. E dos que dão notícias da cidade, boa parte leem os jornais impressos sem ao menos adaptá-los à linguagem radiofônica. Um pouco diferente de tal perspectiva, o programa RS Notícias, da Rádio Sant’Ana, traz - de segunda a sábado - notícias de Ponta Grossa e região feitas, em sua maioria, pelos próprios profissionais da emissora. O que não quer dizer que não haja alguns problemas.


O programa apresentado pelos jornalistas Paulo Silva e Vitor Hugo Gonçalves trata dos principais fatos ocorridos na cidade de maneira clara e direta. Os dois apresentadores falam alternadamente as frases das notícias, o que dá ritmo e dinamismo.

Transmitido do meio-dia às 13h, o programa é um (bom) meio de informação no horário em que a maioria das pessoas está almoçando e ligadas ao rádio. A atração conta ainda com participações ao vivo de correspondentes espalhados pela cidade.

Porém, o mesmo aspecto que dá dinamismo ao programa também pode se tornar um problema. Em alguns momentos, as duas vozes masculinas ficam tempo demais se intercalando, o que pode fazer com que o ouvinte se sinta entediado ou se distraia. Uma voz feminina acrescentaria um ‘diferencial’ ao programa, quebrando a linearidade das vozes masculinas sem perder o dinamismo até em seqüências longas. Outro problema é o excesso de propagandas nos intervalos, o que pode fazer com que o ouvinte se canse e troque de emissora.


Mesmo com uma linha mais ‘antiga e sisuda’, o RS Notícias leva aos ouvintes de Ponta Grossa informação do jeito que poucos programas fazem na região. No entanto, uma ‘leve’ modificada em alguns aspectos do noticiário poderia fazer com que mais ouvintes se interessassem pelo programa. Afinal, modernizar-se em alguns casos se torna necessário.

José Renan Vallim

Serviço

Rádio Sant’Ana AM – 900 kHz

Programa RS Notícias

De segunda a sábado, das 12h às 13h

Apresentação: Paulo Silva e Vitor Hugo Gonçalves

www.radiosantana.com.br

Fotos: Divulgação

O coração da cidade



Revitalizado em 2009, o calçadão da Rua Coronel Cláudio é o local de maior movimento de pedestres em Ponta Grossa, em média 50 mil pessoas por dia. E após as reformas, realizadas pela administração municipal entre o final de 2008 e início de 2009, o ponto passou a contar com nova iluminação, lixeiras e pavimentação.


O local pode ser considerado uma ‘via popular’, com predominância de lojas, lanchonetes e comércio ambulante de baixo custo. Devido ao grande fluxo de pedestres, a rua não apresenta bancos (ou espaço de descanso ou parada), o que transforma o lugar em ‘ponto de passagem’ e não um ponto de lazer, como ocorre em calçadões de outras cidades paranaenses, a exemplo o de Guarapuava.

Além da falta de bancos, nota-se um excesso de panfletagem quase de imediato ao entrar no calçadão. A distribuição exagerada ajuda a ‘sujar’ o local, pois muitos pedestres jogam o folheto na calçada.


Entretanto, a revitalização e a (nova) lei de modificação das fachadas dos estabelecimentos deixaram o Calçadão da Coronel Cláudio com menos poluição visual. A mudança possibilita uma valorização de elementos culturais da cidade, pois algumas construções arquitetônicas, datadas de 1950, estão escondidas atrás de fachadas e placas.
Considerado por muitos cidadãos como o ‘coração de Ponta Grossa’, o calçadão da Rua Coronel Cláudio é o local princesino por onde passa todos os dias diversas vidas pontagrossenses, tornando o lugar um misto de pressa e contato corporal.


CarlaYarin

Serviço:

Calçadão da Rua Coronel Cláudio

Ponta Grossa - PR, CEP 84010120

22 de setembro de 2009

Que a evolução continue...

O Crítica de Ponta completa quase 7 meses de postagens e o aumento da qualidade temática e textual em relação aos primeiros posts são visíveis. O curso de jornalismo dispõe de muitas matérias, teóricas e práticas, que se refletem no amadurecimento da escrita de seus acadêmicos. Pode-se notar a constante evolução em todos os aspectos das críticas, desde a escolha do tema, até a maneira de expô-las.

Nesta edição, os títulos, mais uma vez, estão criativos e atemporais. Destaque esta semana para a crítica da editoria musical, a linguagem clara e coloquial combina com o assunto pautado, bem como os argumentos expostos são muito verdadeiros. A editoria de literatura é inovadora ao escolher um aspecto econômico da literatura, pautando a popularização da leitura no país, o que é muito válido.

Sem criticar, mas apontando, na editoria de rádio a escolha de um programa interno da universidade pode parecer, aos leitores, bairrismo, apesar da boa iniciativa de mostrar os trabalhos acadêmicos à comunidade.

Por outro lado, como nem tudo são flores, ainda se encontra errinhos de digitação, puro descuido. No texto sobre teatro, a autora qualifica as peças como mais “despreocupadas” do que as apresentadas em grandes palcos a grandes audiências, porém não explica com clareza o que isso vem a ser.

O texto da editoria de impresso é basicamente descrição, deixando a crítica para o último parágrafo. O autor crítica que dois jornais locais distintos abordam visões diferentes sobre Ponta Grossa em seus especiais de aniversário da cidade. Mas, não é mesmo a pluralidade que traz o diferencial? Não há coisa mais frustrante do que se dar ao trabalho de ler um jornal com notícias das quais já se tem conhecimento? É importante que os meios forneçam opções, possibilidades de escolha. Assim, podemos nos sentir mais tranquilos quanto à democracia da informação.

Giabrielle Amaral

21 de setembro de 2009

Uma rádio alternativa



Os programas de rádio, cada vez mais, buscam alternativas além da sintonia comercial. Pode-se citar como exemplo a RádioWeb, projeto de extensão ministrado pela professora Zeneida Assumpção, no qual são feitas produções independentes pelos alunos do curso de Comunicação Social/Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O programa Em Rede tem como produtores os alunos Cleber Facchi e Isadora Camargo, que falam das novidades na internet.


A quarta edição do programa trata de um método diferenciado de armazenamento de dados chamado cloud computing. Apesar de ser um tema interessante, a fonte para o programa foi o professor Paulo de Almeida, do Departamento de Letras Vernáculas da UEPG. Com um assunto de uma área específica como a tecnologia, seria mais apropriado buscar a opinião de alguém ligado diretamente a esse campo, como Informática, ao invés de um usuário como tantos outros.
No mesmo programa pode-se conhecer o site Trama Virtual. A explicação sobre o funcionamento do site e sua repercussão na carreira dos artistas que ali depositam seus trabalhos não deixa dúvidas para os ouvintes. Cleber e Isadora conseguem ser claros, objetivos e diretos, além de ambos terem boas locuções.



Para fechar, a dupla de produtores/apresentadores comenta sobre a banda local T.H.G.T. Uma breve sinopse sobre o estilo de música tocado pelo grupo já prepara o ouvinte para o que ele está prestes a ouvir e valoriza a produção musical da cidade.



Jennifer Thomas


RádioWeb: www.uepg.br
Programa: Em Rede
Direção
: Cleber Facchi e Isadora Camargo
Coordenadora: Zeneida Assumpção

Um olho no passado e outro olho no futuro

Ponta Grossa completou 186 anos no dia 15 de setembro/2009 e, como não podia deixar de ser, os dois jornais diários da cidade dedicaram, na data, um caderno especial em comemoração. Alguns detalhes diferenciam a cobertura entre os dois. O Jornal da Manhã dá destaque maior ao caderno especial, com uma foto da cidade que ocupa toda a primeira dobra e mais da metade da segunda. Já o Diário dos Campos opta apenas por uma fotolegenda (termo jornalístico que denomina uma chamada só com foto e legenda) no cabeçalho da primeira página.


Os dois jornais dedicam 24 páginas ao caderno especial. O DC tem sete páginas dedicadas à publicidade, enquanto o JM, apenas três. Todos os anúncios de publicidade, porém, são dedicados à parabenização por parte dos anunciantes, abraçando o clima 'festivo' do especial.

Ambos dão enfoque diferente sobre os 186 anos. O DC prefere mostrar o quanto Ponta Grossa evoluiu nos últimos 10 anos, apresentando dados como o aumento do PIB e da arrecadação do ICMS, a criação de 1595 novas indústrias, a alta da construção civil, as exportações para mais de 30 países. Já o JM prefere olhar para o futuro, explorando o que pode acontecer nos próximos 14 anos - até a cidade completar 200 anos. Ele mostra ao leitor os 10 motivos pelos quais irão investir em PG e futuras conquistas que a cidade precisa ter para se modernizar e evoluir antes de completar seus dois séculos.


O principal problema é que o DC apenas olha para o passado e o JM o futuro. Assim, quem lê exclusivamente um dos jornais, tem somente uma visão sobre PG, ignorando a outra. É necessário ler os dois jornais para saber como os impressos enxergam o futuro e o passado da cidade.

Nataniel Zanferrari

Diário dos Campos – Caderno Especial - Ponta Grossa: 186 anos

Caderno da edição de 15 e 16/09, terça e quarta-feira

Distribuição na cidade de Ponta Grossa e região

Site: www.diariodoscampos.com.br

Jornal da Manhã – Caderno Especial – Ponta Grossa: 186 anos

Caderno da edição de 15 e 16/09, terça e quarta-feira

Distribuição na cidade de Ponta Grossa e região

Site: www.jmnews.com.br

Alguém já viu o 150?


Quem passa pela Praça da Catedral Santana, na região central de Ponta Grossa, já deve ter observado o jardim como um ‘labirintinho charmoso’, mas talvez não tenha reparado na homenagem aos 150 anos de Ponta Grossa: o Monumento Sequicentenário. Ponta Grossa é uma cidade cheia de peculiaridades, até jardim de praça em formato de número ela possui.


O monumento Sequicentenário, localizado na Praça Marechal Rondon, foi elaborado em 1973,. No entanto, para notar o simbolismo de tal representação é preciso subir até a torre da Catedral. Só do alto percebe-se os números 1,5 e 0 na Praça. O número 1 é representado pelo obelisco da Praça, o número 5 é encontrado no formato do jardim, e o número 0 é desenhado no concreto do chão.

Mas por que a história do Sequicentenário não é conhecida? Talvez, uma melhor divulgação das histórias da cidade, principalmente no mês que ela aniversaria (setembro) seja essencial para o incentivo a cultura regional de um povo. Mas isso foi esquecido de ser lembrado...


O lugar também possui uma placa de bronze que identifica o nome da Praça. Atrás dela, existe um compartimento com moedas antigas e jornais da época em que foi inaugurado o Monumento. Um poço de história tão próximo da população considerado um ponto turístico de Ponta Grossa, pena que a maioria das pessoas não sabe.

Cintia Amaro

Serviço:

Praça Marechal Rondon: em frente à Catedral de Ponta Grossa

Centro, Ponta Grossa - PR, 85840-000

Quanto é o quilo?


Ao entrar em um supermercado, habitualmente o consumidor se depara com a ideia recorrente de comprar o que está faltando para alguma refeição. No entanto, tal situação pode estar mudando. Móveis, roupas, calçados, eletrodomésticos, artigos para camping e pesca também fazem parte das prateleiras dos comércios. Mas não são só isso. Os livros passaram a ser comercializados nos supermercados.


Títulos como O Código Da Vinci e Fortaleza Digital de Dan Brown, Maktub de Paulo Coelho, Lua Nova de Stephenie Meyer, obras religiosas e de auto-ajuda, além de livros de comédia como Porque os Homens fazem sexo e as Mulheres fazem amor de Allan e Barbara Pease, podem ser encontrados a preços que não variam dos vendidos pelas livrarias da cidade. Por exemplo, em um dos supermercados o livro Lua Nova pode ser adquirido por R$ 29,90. Em uma livraria, o mesmo livro custa R$ 31,00.

O preço não tem variação, entretanto, com a falta de organização na distribuição dos livros pelas prateleiras é visível. Livros de comédia estão colocados no espaço para obras religiosas. Títulos diferentes são sobrepostos em um mesmo espaço. Sem falar que alguns livros não possuem etiqueta com o preço e as máquinas de verificação de preço nem sempre funcionam.


A intenção de maior abrangência de clientes e fornecimento de mercadorias, por parte dos supermercados, é louvável. O que falta mesmo é sistematizar ações para melhorar o serviço de venda dos livros.

Daniel Petroski

Serviço

Horário de funcionamento da maioria dos supermercados da cidade: entre as 8h às 22h.

POP: Pegajoso, óbvio e perecível


Uma das bandas de “rock” mais bem sucedidas de Ponta Grossa é a Diorama. Os caras conseguiram romper as barreiras musicais dos Campos Gerais e alcançaram algo que é sonho de de10 entre 10 bandas iniciantes: emplacar um clipe no canal MTV, uma das vitrines musicais no país.


Como a Diorama foi tão longe? Simples, ela utilizou a fórmula da fantástica fábrica de fazer bandas. As letras das canções falam dos sentimentos do vocalista Rogério Wack, como por exemplo, na música Te Adoro, que levou a banda ao Olimpo dos videoclipes na MTV.

Os garotos se vestem de forma descolada, mas bem arrumados. Calças jeans, tênis, camisetas escuras e paletós ou casacos, são alguns dos itens que formam o “look” dos caras. O instrumental do grupo é simples e fácil de assimilar. O vocalista canta com o “coração”, tentando passar emoção ao público. Nos refrões ele sempre recebe ajuda de uma segunda voz. Isto lembra algo?


Com tais características, a Diorama mostra que, para conseguir fazer sucesso, investe muito no estilo Pop e esquece o Rock. O Pop eles fazem muito bem, bom para quem gosta de músicas que grudam. O sucesso da Diorama está garantido, pelo menos até o surgimento do “novo fenômeno do rock na MTV”.

Edgard Matsuki

Serviço:

Banda Diorama

Formação: Rogério Wack (vocais), Johnny Bonissoni (Guitarra e backing vocal), TIAGO (Teclado), Guto Buzzi (Baixo), Fábio Caballa (Bateria)

Videoclipe: http://www.youtube.com/watch?v=Ruq9qj247cw

Site: http://palcomp3.com/diorama/