
Criticar e fazer parte do processo de produção às vezes se traduz em uma tarefa inglória. Saber de antemão, em inúmeras vezes, as características de como os textos se apresentarão é triste em contraponto com a curiosidade existente quando não se tem nenhum conhecimento sobre o que vai ser analisado. Contudo, não raras às vezes as novidades em vários textos apresenta evoluções fascinantes na escrita a partir da lógica de desenvolvimento de criatividade e ousadia quando existe uma produção semanal como esta.
Título mais atraente. Essa é a marca da inovação em um dos textos dessa semana do blog. “O exercício da arte perdida” cumpre a função de chamar o leitor para o texto a partir da curiosidade que se apresenta em querer saber que exercício é esse, assim como quais são as comparações humorísticas que o autor do livro realiza em sua obra.
Já o texto “Falta de pluralidade no Jornal da educativa”, expõe o problema da escassez de fontes no programa apenas no último parágrafo, como esse é o foco, o trecho deveria vir antes para não haver o desinteresse do leitor ao decorrer do texto enquanto aguarda a informação.
Ao mergulhar no texto de cinema a espera é de um pouco menos de descrição e um olhar mais analítico sobre o filme. A possibilidade de tornar a crítica mais atraente, principalmente a quem ainda não teve a oportunidade de assistir, é largamente maior do que a previsibilidade de uma descrição.
Em “Uma rádio diferente” o programa abordado é uma produção do próprio curso de Jornalismo da UEPG, o que nos mostra que não é preciso ir muito longe para conseguir um bom assunto. Outro ponto é que o programa é produzido por outros alunos, que também podem saber a partir de nós uma crítica de seu trabalho, além do espaço que aqui é fornecido para conhecimento exterior.
A repetição de palavras, bastante presente em edições anteriores, é um problema que diminuiu, mas ainda ocorre, como no caso de “maquetes de casas típicas e fotos do início da colônia, assim como documentos históricos que contam a formação da colônia.” São coisas básicas, mas que tornam a leitura mais agradável e aumentam a credibilidade dos próprios produtos.
A proposta inicial do blog, mostrar a cultura alternativa dos Campos Gerais, vem sendo muito bem cumprida. A escolha dos assuntos é diversa e interessante, assim como a maneira como os relativamente pequenos textos, contêm críticas com conteúdo, situando também o leitor do que se trata. Porém, ainda pode-se tentar descrever menos e criticar mais.
O que se tem visto é que os autores estão mais à vontade na produção dos textos, ousando mais, arriscando. Isso é positivo, pois mesmo ainda errando, estamos inovando e sempre aprendendo.