
Os novos textos produzidos para o ‘Crítica de Ponta’ acertam na escolha dos assuntos. As temáticas se adequam à proposta do blog: um panorama cultural e midiático dos Campos Gerais. Para as próximas críticas, a edição deve cuidar com pequenos problemas, como coloquialismo (“tem na cabeça que a única coisa...”) e uso do gerúndio.
Na editoria ‘Antena’, o texto contém afirmações vagas. No início, a crítica aponta equívocos do programa ‘Momento do Esporte’, similares a de concorrentes do ramo. Contudo, o leitor não sabe quais são os equívocos, nem quais são os concorrentes. O texto também cita a existência de “outros bons trabalhos” da região pontagrossense. Porém, não os especifica.
Já a editoria ‘Vitrola’ acerta na escolha de um assunto que une música e dança, distinto do habitual. A crítica apresenta algumas abstrações, como: “formato rústico do palco”, “pequenos erros foram visíveis”, “público considerável”, sem explicá-los ao leitor. No Serviço, faltou o horário da apresentação.
A seção ‘Projetor’ expõe um resumo do filme. São quatro parágrafos de descrição da história e apenas o último apresenta análise. A estrutura do texto apresenta excessivo uso do gerúndio e coloquialismo (“rola um clima”, “outra coisa engraçada no filme é a personagem...”). A editoria de literatura também realiza uma descrição da obra. A crítica enfatiza os pensamentos dos outros autores (Manoel de Barros, Mário de Andrade, Kafka) presentes no livro ‘Achados do Chão’, sem focar-se nas ideias do próprio autor, Miguel Sanches Neto. O texto sobre o espetáculo ‘Oceano’, de caráter informativo, também se prende na descrição.
Giovana Celinski