
É repetitivo, mas merece ser ressaltado. O ‘Crítica de Ponta’ chega à sua oitava semana de publicações e a estrutura dos textos apresentados no blog é cada vez melhor. O exercício semanal melhora nos alunos o potencial de analisar e interpretar os eventos da mídia dos Campos Gerais. Assim, as críticas produzidas tornaram-se menos generalizantes e bem direcionadas aos assuntos pautados.
Na semana, algumas seções pecaram na falta de esclarecimentos ao leitor. ‘Vitrola’ apresenta uma boa crítica da banda T.H.G.T., porém utiliza termos como rock ‘garageiro’ e ‘indie rock’, que mereceriam pequenas explicações de seus significados. O ‘Crítica de Ponta’ não aborda a temática específica de música, o que torna nosso leitor aberto a não compreender as expressões citadas. O autor teria o recurso dos parênteses para isso, como no caso da explicação do nome da banda. No texto, há a menção às composições próprias da banda, que são interpretadas como excelentes pelo crítico, caberia esclarecer os motivos que fazem delas “excelentes” no ponto de vista do autor.
Em contrapartida, a seção ‘Livro Aberto’ sintetiza bem a temática de ‘Ponta Grossa – Um século de vida (1823-1923)’, há informações suficientes para dar ao leitor do blog a ideia dos assuntos abordados pelo livro e de como ele pode se sentir ao ler a obra. As críticas apresentadas são pontuais e bem direcionadas. Porém, há dois momentos de confusão textual: “A partir daí, o livro destaca o porquê de se tornar um ponto de parada obrigatória para as tropas do extremo sul do País transportarem seus produtos para São Paulo e, especialmente, Minas Gerais”, o leitor entende o trecho como se o livro fosse o ponto de parada obrigatória para as tropas. Outro momento são as afirmações: “[...] para o município mais importante do interior do Paraná, em
Destaca-se na semana a pauta escolhida para a seção ‘Em cena’, que inovou ao não criticar uma peça e sim, a estrutura de um teatro. O assunto também se encaixaria em ‘Outros Giros’, mas é válido pela criatividade de seleção, algo que buscamos nas pautas do ‘Crítica de Ponta’. O texto é bem estruturado e preza pela informação. As críticas são apresentadas de um ponto de vista interessante, mas a autora também deveria abordar os problemas ou melhorias da nova estrutura do Cine-Teatro Pax. Falta um esclarecimento ao leitor: quando o teatro foi vendido à Prefeitura de Ponta Grossa?
Felipe Liedmann