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11 de junho de 2010

Onde está a evolução do blog?




O crítica de mídia vive um retrocesso. Os primeiros ombudsmans desse ano falavam da expectativa de melhorias nas editorias, que a experiência seria adquirida com o tempo. No entanto, os autores das críticas têm demonstrado pouco (para não dizer nenhum) interesse pelo blog.
Isso pode ser comprovado pela quantidade de textos que estão entrando semanalmente. A proposta do blog é apresentada em nove editorias, além de uma agenda cultural e este (espaço) ombudsman. Esta semana entraram apenas cinco textos e a agenda cultural sumiu do blog. A falta de entrega dos textos demonstra irresponsabilidade do segundo ano do curso de Jornalismo UEPG), de maneira geral.
O blog não é só de um aluno ou de um professor. Cada um precisa fazer sua parte. E dizer isso não é clichê. O blog está aí, sem demonstrar evolução. É lamentável ver o descaso da turma com um produto que é nosso. Chega a ser cômico ouvir quase diariamente reclamação de todos sobre a falta de “prática” no curso. Mas quando se tem prática não se vê empenho para realizá-la da melhor maneira possível!
Nesta semana a crítica aparece na editoria Na Tela. O autor fez uma colocação pertinente ao relacionar a palestra da VII Semana da Resistência, evento realizado pelo Curso de Jornalismo da UEPG (entre os dias 24 e 28 de maio/10), com o tema. A proposta é mesmo essa: apresentar um produto sem se limitar em descrevê-lo e fundamentar o que se fala. Neste caso a fundamentação foi feita através da palestra.
A editoria Livro Aberto causa a impressão de que os livros nem foram lidos. E isso não se limita à última semana. Outros Giros (além de descritivo) parece ser propaganda, nada mais. E a falta da Agenda Cultural é inaceitável. É bom que esse retrocesso pare e a evolução (re)comece, para que o nome do blog não precise ser mudado amanhã ou depois.

Samara Machado

27 de maio de 2010

Continuamos sem crítica e sem fundamentação

É evidente a melhoria em grande parte dos textos publicados no blog Crítica de Ponta nessa semana, mas ainda há diversos problemas, que, inclusive, já foram apontados nos textos dos Ombudsmans anteriores. O mais gritante deles continua sendo a falta de crítica nas publicações. Um exemplo é o texto da editoria Vitrola, que trata de uma apresentação da Orquestra Militar. O texto é esteticamente agradável, mas se limita à descrição do evento, com algumas palavras que sugerem uma leve crítica. É preciso fazer mais do que uma bela descrição dos acontecimentos e apontar, de forma crítica, qualidades e defeitos do produto analisado.
Outro defeito que parece persistir no blog é a crítica sem fundamentação. Alguns textos cometem o mesmo erro: são um mero elogio, sem explicação, à obra ou evento. Como exemplo o texto da editoria Entre Linhas, que elogia a revista Juliette, mas se contradiz quando afirma que “com páginas carentes de fotos, notas e boxes, percebe-se que o espaço é, majoritariamente, destinado para textos longos, o que os deixa valorizados”. Nesse caso, seria necessário explicar o que significa essa valorização, pois elementos gráficos como fotos, notas e boxes poderiam valorizar mais a parte estética da revista do que textos longos.
A editoria Projetor, que esmiúça o remake do filme “A Hora do Pesadelo”, é exemplo a ser seguido. A autora critica elementos do filme comparando-os com o longa original dos anos 1980 e demonstrando conhecimento técnico e contextual para fundamentar a crítica. Outra publicação que segue corretamente a proposta do blog aparece na editoria Na Tela, que critica a produção jornalística da TV Educativa de Ponta Grossa, com argumentos fortes e bem fundamentados.


Aline Jasper

13 de maio de 2010

Batendo na mesma tecla


A percepção inicial que o leitor tem ao abrir o Crítica de Ponta é que há tudo, exceto críticas. Só tem certeza quando lê o nome do blog e vai à busca do que é proposto esmiuçando os textos. Não é a primeira vez que um ombudsman foca nessa falha que persiste em aparecer nas publicações.
Algumas editorias ocupam um grande espaço com descrições e, quando devem exercer a crítica, finalizam o texto com uma sugestão ao produto analisado. Ora, a sugestão para resolver problemas dos objetos não é a proposta central do Crítica de Ponta. Um exemplo é a editoria “Antena”. Deve-se tratar a produção da crítica como uma prioridade.
A falta de caracteres poderia ser um motivo para derrubar alguns textos e não só a ausência de críticas. Entretanto a edição optou por postar todos, mesmo os que não continham o tamanho padrão. Quando se delimita um número de caracteres, o autor deve procurar ao máximo descrever o produto e criticá-lo dentro do que foi proposto. A editoria “Na Tela” mostra que isso é possível.
A autora da editoria “Projetor” não deveria ter escolhido um filme aleatoriamente para ser criticado. Ela poderia ter optado por um que estivesse em cartaz ou que tenha participado recentemente de algum projeto cultural em Ponta Grossa.
O excesso de adjetivos também merece ser ressaltado. A edição poderia tê-lo usado como critério para derrubar alguns textos. Os objetos analisados e descritos são adjetivados sem explicação básica. Deve-se considerar que um adjetivo é relativo e deve ser evitado em um texto. Quando sua presença é indispensável, é necessário, ao menos, justificar o seu uso. O texto da editoria “Em Cena” pecou ao fazê-lo, como já aconteceu em outras edições.


Janaina Lellis

30 de abril de 2010

Muito mais que crítica

Estamos evoluindo a cada edição a passos comedidos e estudados. Mas está na hora de exigirmos mais. Sem desafios, não há limites para serem transpostos. Algumas das imagens usadas para ilustrar as editorias parecem ter sido feitas com relaxo e preguiça. Imagem também é informação e, bem feitas, colaboram com o conteúdo no texto.


Nas editoria Entre Linhas fotos de jornais em cima de mesas, camas, da internet, de scanner, já foram feitas e refeitas. Por que não inovar? Ao menos uma mão segurando o jornal já mudaria o padrão das fotos. Outra questão que gera duvidas é o produto da crítica ser o jornal laboratório do curso de jornalismo. Essas análises já foram feitas por professores em sala de aula e apenas relatadas pelo autor no blog.


Na editoria outros giros, a autora comenta que os dois bares são frequentados pelos universitários, mas a foto mostra os bares fechados e não há ninguém nem sequer tomando a 'cervejinha do boteco'. A autora também não cita quantas pessoas vão ao lugar durante a semana e quanto isso dobra na quinta-feira (dia de pico), como funciona o atendimento aos clientes. E a crítica praticamente não existe, é apenas uma descrição do local e do que acontece.


Na editoria Projetor nota-se uma evolução. Enfim, estamos abandonando a sinopse e começando a analisar o filme, apesar da crítica acanhada que a autora fez. Vale ressaltar que não é obrigatório a família assistir e gostar de filmes de aventura com os excessos que a autora citou. Uma opção para essa editoria, é criticar filmes que serão exibidos. Com o auxílio da agenda cultural, a autora poderia ter visto antecipadamente 'Gabriela Cravo e Canela' ou 'Se eu Fosse você 2' (o último encontra-se em qualquer locadora) e feito a crítica. Seria uma opção de serviço e daria tempo do leitor ver a crítica e interessar-se pelo filme.


Amanda Cruz

7 de abril de 2010

Sem textos e sem crítica


Nesta semana o Crítica de Ponta fez algo que já deveria ter feito desde o começo do ano. Não publicou textos que, em meio a outros problemas, não apresentaram crítica. Mais da metade das editorias ficaram de fora. Entraram apenas quatrp textos, mais uma nota de esclarecimento/repúdio e este Ombudsman. Tal medida deve ser tomada sempre para evitar que o blog fique descaracterizado e perca prestígio.

Todavia, o texto da editoria 'Em Cena' foi publicado mesmo sem apresentar qualquer rascunho de crítica... Está mais para uma sinopse ou até mesmo um texto de assessoria de imprensa. A agenda do grupo em Ponta Grossa, quem promoveu e quanto custava ganhou mais destaque que a peça em si. Nem o enredo mereceu mais de três linhas, e somente no final do texto se pode ter a impressão que a autora realmente viu a peça.

A editoria 'Projetor' optou pela crítica de um filme infantil e comercial, fato este que, provavelmente, não atinge muito o público alvo do blog. Porém, o texto traz aspectos interessantes, como a crítica à dublagem e o lado “moral” que a empresa produtora do filme geralmente procura passar.

A 'Agenda Cultural' tem feito corretamente o papel de dar opções e eventuais sugestões alternativas aos leitores do blog. Porém, deveria divulgar também eventos comerciais, desde que não sejam rotineiros, como um concurso de bandas ou uma festa escolar.

O texto da editoria 'Entre Linhas' acerta em fugir do enfoque comum das matérias do blog – analisar uma notícia, ou um periódico. A comparação entre dois jornais diários (em uma cidade que só tem dois), noticiando o assunto do mês (inauguração do Hospital Regional de Ponta Grossa), chama a atenção do leitor para o texto. Além disso, a crítica esteve presente como (quase) nunca neste ano: conta claramente que enfoque cada jornal um deu ao fato e mostra as diferenças de apuração. A autora ainda toma cuidados importantes e sutis, como explicar o que é um “box” na produção jornalística.

Com alguns textos interessantes (e polêmicos) o 'Crítica de Ponta' começa a encontrar seu rumo em 2010. Mas o problema da falta de crítica está se tornando enorme. Não dá pra aceitar que, na terceira semana de blog no ano, apenas dois textos foram publicados com crítica, quando deveriam ser oito.

Mozart Artmann

2 de abril de 2010

Atenção aos detalhes

Ainda estamos no começo para nos tornamos cada vez melhores, mas com certeza os textos de crítica já são bons. Percebem-se alguns pontos com falhas, que certamente serão melhorados no decorrer do ano, mas que já valem ser ressaltados.

Os autores da editoria “Projetor” podem tentar repensar a maneira de mostrar o filme, o texto continua contendo muita síntese, sem avaliar as questões cinematográficas, o que foi já citado no ombudsman passado. No entanto o último parágrafo dá ao leitor uma pequena idéia dos recursos cinematográficos.

O “Em cena” explica muito bem o enredo da peça teatral, mas talvez se houvesse mais comentários sobre atuação, figurino, cenário, e quem sabe reação do público ao espetáculo, melhoraria o texto e instigaria mais o leitor a assistir a peça.

No geral os textos das editorias foram bem escritos. Ressalta-se que o autor de “Outros Giros” acertou em falar de um novo ambiente na cidade. Só o fato de ser um novo lugar para se frequentar já chama a atenção do leitor. Ao frisar que o lugar promete “acrescentar algo à noite pontagrossense” e citar detalhes do Bar faz com que aumente a vontade de conhecê-lo. E a autora da editoria “Livro Aberto” também fez bem em abordar um escritor da região dos Campos Gerais, a explicação do livro é bem elaborada e novamente os detalhes do livro se fazem importantes na melhoria do texto.

Loise Clemente

25 de março de 2010

É errando que se aprende.

Para quem ainda não sabe, este ano os jornalistas do Crítica de Ponta mudaram, e esta é a primeira vez em que os alunos do novo segundo ano participam do blog. Sob essa óptica, todas as editorias estão de parabéns por seus primeiros trabalhos. Poucos erros são evidentes, mas alguns detalhes, se observados mais atentamente, poderiam ter gerado um melhor trabalho.

Na editoria ‘Projetor’, privilegiar um filme que está fora do circuito de cinema tradicional e é no caso relativamente antigo foi uma escolha muito interessante. No entanto, para uma melhor abordagem, a autora deveria ter descrito menos a sinopse, e utilizado da crítica aos recursos cinematográficos do longa. O resumo feito é tão desnecessariamente completo que estraga o (twist) final do filme, que apesar de não ser lançamento muitas pessoas não o viram.

Na editoria sobre mídia impressa o texto sobre a pluralidade dos jornais locais oferece logo de cara uma boa contextualização para os leitores e segue explicando com um forte caráter critico. Outro bom exemplo de recurso no texto foi utilizado na editoria Livro Aberto, a autora fez um bom trabalho exemplificando seu texto com as expressões do próprio livro em questão; embora tenha faltado uma melhor estruturalização nos últimos parágrafos.

Sobre banda, a autora poderia falar mais sobre a música da banda, e não somente sobre sua história. E ainda faltou um pouco de consideração a todos os tipos de leitores que podem não entender de estilos de rock n’roll, e, portanto, não entender o que é rock presidencial.

Mayara Sonchini

8 de novembro de 2009

Vivendo e aprendendo



Quem já assistiu a alguma aula de Critica de Mídia na UEPG percebe que os textos do blog têm cada vez mais elementos aprendidos na disciplina. O texto da editoria Em Cena, por exemplo, trata de aspectos por vezes esquecidos em alguns textos, como iluminação e sonoplastia. Também faz um bom trabalho ao criticar os vários elementos da apresentação enquanto descreve as situações.

O texto da editoria Antena trata de um tema muito debatido no curso de Jornalismo, a falta de programas noticiosos nas rádios da cidade e a simples leitura dos impressos. A editoria Livro Aberto deixa uma duvida para o leitor: quem é o homem que aparece na foto? Apesar disso, o texto explora bem os elementos do livro, desde o conteúdo das poesias até a diagramação das páginas.

Algumas falhas de edição foram observadas, como nas editorias Na Tela (...se compara a muitos doa apresentadores...), e em Antena (No entanto, a rádio se apresenta como um meio para o ex vereador, na busca de informações que, talvez, o beneficie). Uma leitura mais atenta, por parte dos autores e da edição, evitaria tais erros.

Na editoria Vitrola, a autora poderia ter explorado mais as canções próprias da banda. Além disso, a autora afirma que a banda em destaque vem “conseguindo abrir a cabeça” de pessoas que gostam de outros gêneros que não o Pop Rock, mas não há dados para comprovar tal declaração. Contudo, toca em um ponto interessante, a pouca divulgação que o grupo faz dentro da cidade. Como já foi discutido no espaço do Ombudsman em outras ocasiões, o principal defeito dessa editoria é a preferência por bandas de rock. Mais pluralidade traz mais satisfação aos leitores.

Gabriel Sartini

24 de outubro de 2009

Pensar no leitor, fator indispensável

O processo de produção textual seja para um blog, um jornal, ou qualquer outro meio, tem que levar em consideração como será recebido. Quando o texto vai ser publicado, no caso, precisa ser pensado pelo ponto de vista de quem consome as informações. Além disso, ao tratarmos de crítica, não podemos esquecer que o leitor do blog passa a ser um crítico daquilo que é publicado. Talvez não seja intencionalmente, mas acaba analisando as opiniões e argumentos de quem é responsável por lhe passar uma visão de um produto.

Um dos problemas enfrentados em algumas edições da editoria Outros Giros é a publicidade gratuita de estabelecimentos comerciais. Nessa edição, a crítica conseguiu manter o caráter construtivo sem estar baseada na divulgação do local. Contrapor o cuidado do Boliche em decorar e iluminar adequadamente cada setor do espaço com o mau atendimento dos funcionários demonstra a percepção do autor para todos os aspectos.

Por outro lado, a generalização continua presente em textos do Crítica de Ponta. Na editoria Antena, o uso do senso comum para julgar qual o conceito de rádio comercial não é suficiente para justificar tal suposição. O texto cita apenas uma emissora local, mas, como diz o ditado popular, joga todas as outras dentro do mesmo ‘saco’. Ainda, generaliza ao analisar a atitude da maioria dos jovens sem dados, estatística, ou qualquer outro tipo de informação que sustente a afirmação da autora.

A editoria Entre Linhas desliza com o vocabulário. O termo “imparcialidade”, muito usado no campo jornalístico, pode não ser tão comum para quem lê de fora. Quem produz para o blog deve pensar no texto para o leitor, em como alguém alheio ao campo interpretará sua linguagem. Nem sempre aquilo que soa óbvio para os autores tem a mesma naturalidade para quem lê os textos.

Ainda, o texto da editoria Projetor fica preso à descrição do filme. A incerteza da própria autora quanto ao desenrolar da trama acaba reduzindo a crítica a uma descrição em busca de compreensão da obra. A análise da direção do filme, por outro lado, salva o caráter crítico do texto. Na editoria Livro Aberto, a autora também perde o potencial da crítica quando descreve o evento. O texto fica limitado a informações.

O texto ‘Um passeio incompleto por Faroeste Caboclo’ faz lembrar um conceito importante para produzir um texto. Proporções são relativas para a interpretação de cada um. Quando a autora fala sobre o “pequeno público”, qual a noção de pequeno? Ainda, essa imagem pode variar de acordo com o tamanho do local do show. Um pequeno público no Centro de Eventos é diferente de um pequeno público no Empório. Quanto maior a objetividade, menor a possibilidade de interpretações errôneas.


Jennifer Ann Thomas

17 de outubro de 2009

Instigando o leitor à crítica



A cada edição do Crítica de Ponta percebe-se um desafio maior para encontrar produções culturais diferentes das anteriores apresentadas. A dificuldade também está em estabelecer critérios de avaliação, dando credibilidade às análises feitas. O mais importante, entretanto, é deixar cada uma das observações explicadas para o leitor. Uma boa crítica, portanto, deve acima de tudo despertar o interesse pela reflexão e o argumento.

O texto da editoria ‘Na Tela’, por exemplo, equilibrou a contextualização das características do ‘Meu Paraná’ com a avaliação do conteúdo. Os comentários sobre a música e a seriedade da apresentadora fazem com que o leitor se atente para os detalhes do programa quando for assisti-lo. A crítica cumpre sua função de ir além da sua publicação, promovendo a curiosidade e o pensamento crítico também do espectador.

O mesmo não acontece com ‘Em Cena’, que trouxe nessa edição apenas a descrição da peça. Há a explicação do que é o monólogo, a mímica e a onomatopeia, entretanto pouco se sabe das emoções proporcionadas pela história, como o fato de não existir cenário afeta o espectador ou então o desempenho do ator.

As editorias ‘Outros Giros’ e ‘Livro Aberto’ se destacaram por abordarem temas comuns, mas com perspectivas diferentes. No primeiro caso, o autor tratou de um local que está no cotidiano dos alunos da UEPG, mas que é ignorado como ponto turístico. Ao criticar o uso do espaço como estacionamento, também convida o leitor a apreciar a Praça. Já com a crítica de Literatura, o texto é interessante por apresentar a temática infantil, pouco abordada nessa editoria. Além disso, proporciona um desafio para quem a escreve, já que espera-se que o autor se insira num universo totalmente diferente.

Ainda no quesito inovação, ‘Vitrola’ descreve o gênero, as influências e os locais que a banda Unborn Times toca, mas falta o essencial. O problema é não trazer avaliações sobre as músicas e nem instigar o leitor a pensar sobre as músicas (que estão disponíveis para ouvir aqui). A editoria, em uma avaliação geral, também poderia ser mais plural. Mais da metade trazem os gêneros de pop ou rock. Ao escolhermos temas diferenciados, não só satisfazemos o leitor, mas também nos desafiamos no papel de críticos.

Leticia Scheifer

10 de outubro de 2009

Sem Meias Palavras


Escolher temas para analisar nem sempre é fácil. Buscar entre diversos assuntos aquele que mereça um espaço é uma tarefa complicada para quem está aprendendo a lidar com a crítica, seja ela em qualquer área. Nesta edição semanal do blog Critica de Ponta, pode-se ver diversos assuntos interessantes, porém com abordagens que deixaram a desejar, pois percebe-se, em alguns casos, uma descrição textual. Os leitores não precisam saber com detalhes como o programa funciona ou o que o filme conta. Eles precisam de uma analise bem feita sobre toda a produção que está sendo descrita.


Apesar de ser um texto jornalístico, os críticos podem se soltar, demonstrar sensações. Isso torna o texto mais interessante, mas sem esquecer que tal avaliação precisa se basear em alguma coisa concreta, dando credibilidade a crítica. Escrever mais do que apenas aquilo que se vê ou escuta. Mostrar o porquê de um certo tema ser ou não interessante também faz parte da crítica. Seria o medo de errar que leva a repetir as mesmas falhas tão comentadas por outros colegas no Ombudsman... deixando o texto monótono e cansativo. Ousar nem sempre é ruim. Pode assustar, no principio, mas o diferente normalmente agrada.


A editoria Antena, por exemplo, poderia ter escolhido melhor o tema da crítica, pois em Ponta Grossa existem várias emissoras de rádio com programas direcionados à cidade. Ao relatar e criticar programas locais e, quem sabe pouco conhecidos, o crítico instiga o leitor a procurar tal programa. Ponta Grossa e região ainda têm muito a oferecer ao blog, é só saber procurar. Um texto que consegue instigar o leitor é o que trata da mansão Vila Hilda, pois questiona a coragem do leitor e fala de um assunto que algumas pessoas temem (as assombrações) e que fazem parte das lendas de Ponta Grossa.


É preciso cuidado ao dar mais importância a um ou outro membro de uma banda ou programa, como foi descrito no texto da editoria Projetor... não parece tão oportuno falar dos Beatles como a banda do Paul e do John, os demais integrantes, George e Ringo, podem ser também importantes para os fãs.


Juliana Cardoso

5 de outubro de 2009

Vamos explorar as ideias?



As ideias do blog têm surpreendido cada vez mais. As editorias estão sendo compostas semanalmente por temas interessantes e que também representam novidade para os leitores, pois têm se mostrado diferente das coberturas da mídia local quanto à crítica de espaços culturais. O texto “No jornalismo, o trivial (também) não seduz” confirma a falta de espaço para cultura nos impressos, porém a utilização de períodos longos na redação exige fôlego do leitor.

O texto da editoria vitrola - Tem ‘coisa’ nova no pedaço - começou bem, mas se aproximou da publicidade, apesar de críticas positivas serem construtivas por estimularem, no caso, a banda. O mesmo ocorre em “Uma tarde no embalo dos anos 1950”, que segue a mesma perspectiva propagandística no lugar da crítica, pois parece estar promovendo o local e não criticando, além de ser descritivo demais. Na propaganda as informações não deixam de ser verdadeiras, mas a intenção principal é atrair o público ao local, ao produto. A crítica construtiva é a que exerce o papel de cidadania, de serviço público e que faz a ponte entre os produtos e o cotidiano do leitor.

Em Corpo Estranho 'Identificado', a crítica além de interessante expressa um problema que enfrentamos em Ponta Grossa. Já foi alvo de críticas e ainda vale lembrar que a editoria ‘Em cena’ sofre com a falta de produtos a serem criticados, devido à questão do baixo incentivo às produções teatrais na cidade. Assistir a peças teatrais pela internet, portanto, é uma alternativa.

As críticas do blog, apesar dos temas interessantes, muitas vezes deixam de contextualizar. Na edição anterior, o ombudsman recebeu um comentário de um leitor do Acre, o que demonstra que os leitores nem sempre estão familiarizados com a cidade de Ponta Grossa e sua realidade. Portanto, ao mediar, a contextualização se faz importante.

Camila Engelbrecht

26 de setembro de 2009

Quanto nos falta para uma ‘colher’?



Com uma ‘pitada’ de sarcasmo, diria o professor Sérgio Gadini: “O melhor blog de crítica de mídia dos Campos Gerais!” E existe algum outro?! Embora não tenhamos conhecimento da existência de outro blog com essa temática na região, a dualidade da palavra “melhor” usada por Gadini não está de tudo errada. Não alcançamos a perfeição, mas é possível avaliar um processo em busca dela.

A cada nova edição nota-se que os redatores estão mais atentos aos detalhes, boa escrita, novidades, entre outros pontos. Nesta é possível destacar a criatividade dos escritores. Depois de tantas postagens, a busca por um assunto novo tornou-se mais trabalhosa. Mas os alunos mostram que, “quebrando a cabeça”, assunto não falta.

Como exemplo em Projetor, muitos filmes, tanto ponta-grossenses quanto os a nível nacional, já foram criticados aqui. Nesta edição, a editoria inova partindo para as produções amadoras. Mesmo não correspondendo à qualidade dos filmes produzidos pelo mercado cinematográfico, as iniciativas amadoras fazem parte do espaço cultural da região, sendo assim podem ser discutidas e criticadas.

Abordagem por outro ângulo sobre determinado assunto também é uma sacada criativa. Na editoria Em Cena a autora utiliza uma das atividades do grupo Bando da Leitura, já criticado em edição passada - editoria Livro Aberto – como tema para sua crítica de teatro.

Mas nem sempre a repetição funciona. Embora se trate de outra obra, o texto esteja bem escrito e desperte o interesse do leitor, a atual editoria de literatura peca na escolha de um autor já criticado antes aqui. A opção da autora desmerece outros autores regionais, que poderiam ter seus trabalhos divulgados neste meio midiático, e mostra que faltou esforço na busca por novidades.

O nosso objetivo está correto. Continuemos na busca da perfeição. Mesmo que seja impossível alcançá-la, devemos buscar nos aproximarmos ao máximo dela. Assim, agarramo-nos na esperança de que um dia a ‘pitada’ de sarcasmo se torne uma ‘colher’ de verdade.

Cláudia Alenkire

22 de setembro de 2009

Que a evolução continue...

O Crítica de Ponta completa quase 7 meses de postagens e o aumento da qualidade temática e textual em relação aos primeiros posts são visíveis. O curso de jornalismo dispõe de muitas matérias, teóricas e práticas, que se refletem no amadurecimento da escrita de seus acadêmicos. Pode-se notar a constante evolução em todos os aspectos das críticas, desde a escolha do tema, até a maneira de expô-las.

Nesta edição, os títulos, mais uma vez, estão criativos e atemporais. Destaque esta semana para a crítica da editoria musical, a linguagem clara e coloquial combina com o assunto pautado, bem como os argumentos expostos são muito verdadeiros. A editoria de literatura é inovadora ao escolher um aspecto econômico da literatura, pautando a popularização da leitura no país, o que é muito válido.

Sem criticar, mas apontando, na editoria de rádio a escolha de um programa interno da universidade pode parecer, aos leitores, bairrismo, apesar da boa iniciativa de mostrar os trabalhos acadêmicos à comunidade.

Por outro lado, como nem tudo são flores, ainda se encontra errinhos de digitação, puro descuido. No texto sobre teatro, a autora qualifica as peças como mais “despreocupadas” do que as apresentadas em grandes palcos a grandes audiências, porém não explica com clareza o que isso vem a ser.

O texto da editoria de impresso é basicamente descrição, deixando a crítica para o último parágrafo. O autor crítica que dois jornais locais distintos abordam visões diferentes sobre Ponta Grossa em seus especiais de aniversário da cidade. Mas, não é mesmo a pluralidade que traz o diferencial? Não há coisa mais frustrante do que se dar ao trabalho de ler um jornal com notícias das quais já se tem conhecimento? É importante que os meios forneçam opções, possibilidades de escolha. Assim, podemos nos sentir mais tranquilos quanto à democracia da informação.

Giabrielle Amaral

13 de setembro de 2009

Exagerando na dose de descrição

Através do ‘Crítica de Ponta’, os estudantes do segundo ano de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa têm a oportunidade de treinar e apurar o seu olhar crítico sobre os produtos midiáticos da região dos Campos Gerais. Porém, novamente o excesso de descrição aparece em algumas editorias do blog.

Pautando o gari que recentemente lançou um livro de poesias, ‘Livro Aberto’ mostra para o leitor as dificuldades por quais passou Marcelo Vieira, o conteúdo de seu livro e como adquirir a publicação do gari poeta; porém, em nenhum momento há uma crítica à obra. Por mais interessante que seja a vida do trabalhador, o leitor espera um posicionamento do crítico perante as poesias, o que não acontece. Na mesma seção, o texto apresenta trechos redundantes em “Quantas pessoas tem um sonho de realizar algo que deseja?” e “O livro é um produto independente, produzido pelo próprio autor.” Em outras passagens do mesmo texto não há coerência em construções frasais como: “conquistou realizou um plano de muitos anos” e “Para tirar executar o projeto”. A mesma linha segue a crítica ‘Um desenho (de cinema) diferente’, na qual o centro da crítica surge apenas no último parágrafo.

Por outro lado, a descrição não pode ser descartada na editoria ‘Outros Giros’, o início do texto contendo a definição do local e suas características trazem o leitor para mais perto do local criticado. Em ‘Back in Black... and white’, a descrição é um elemento importante de contextualização do Cine Rock. O processo contrário acontece em ‘Resumão de informações na TVE’, onde a autora opta por começar a crítica do programa logo nas primeiras linhas do texto. Duas formas opostas de texto, mas que se encaixaram bem em suas respectivas editorias.

Destacam-se na semana a seção ‘Vitrola’, com uma crítica bem estruturada e um texto atrativo para o leitor, em que coube também a explicação dos estilos musicais citados logo no início do texto e a pauta de ‘Em Cena’, que mais uma vez se depara com a falta de produções teatrais na região, inclusive, bem colocada a afirmação “É fato que Ponta Grossa não é uma cidade com grande oferta de peças de teatro”, afinal, o próprio ‘Crítica de Ponta’ já abordou em uma de suas críticas a falta de peças teatrais.

Felipe Liedmann

30 de agosto de 2009

A volta II

Após um período de não produção, motivado pelas férias escolares de julho e pela suspensão das aulas devido a propagação do vírus causador da gripe suína (H1N1), o blog Crítica de Ponta volta à ativa e prentende seguir sua política de reportar o que acontece nos espaços culturais dos Campos Gerais.

Contudo, a pausa nas publicações fez com que erros, antes corrigidos e já criticados por outros Ombudsman, apareçam na edição desta semana. O apego à descrição é um ponto que merece voltar a ser discutido. No texto “Brechó de ideias”, a autora reporta até o número de computadores utilizados na transmissão do programa “Geral Esportivo”. A iniciativa é realmente criativa e merece destaque, no entanto, abordar aspectos mais técnicos e descritivos fez com que o programa em si fosse colocado em segundo plano. Entretanto, a autora traz uma idéia original, diferente de outros conteúdos já discutidos na seção Antena.

No texto “O despercebido divulgador do Estado” o tom leve é uma fórmula para chamar a atenção dos leitores do blog. Entretanto, a autora constrói seu texto sobre palavras como standart, manchete, entre outras, que não são de conhecimento de todos os leitores, colocando em risco o tom coloquial com que a autora abriu seu texto.

Mas nem tudo são pedras. Merece destaque a crítica musical, bem consistente e fundamentada em aspectos como o show da banda e as influências musicais, que também são importantes para a qualidade da música. O ponto forte dessa edição realmente são os títulos. Com construções mais ousadas e até mesmo humoradas eles deixaram de ser somente informativos, passando a atrair os leitores. Também percebe-se que os serviços estão mais completos e informam com clareza em relação às edições passadas. Os assuntos pautados, em geral, são interessantes e é visível o amadurecimento dos alunos em relação à construção do texto.


Daniel Petroski

4 de julho de 2009

Análise de um ciclo que se fecha


Nesta semana, o blog Crítica de Ponta fecha um ciclo. Metade da nossa missão como redatores do blog (que é de grande utilidade no nosso aprendizado) está cumprida. Mais do que marcar a metade de um caminho, o fim do semestre é uma grande oportunidade para se fazer uma reflexão sobre que rumos do blog, que busca se tornar referência de crítica cultural nos Campos Gerais.

Em uma aula de Crítica de Mídia, o professor Sérgio Gadini fez uma definição das “fases” que a nossa página atravessou até hoje e quais são os desafios do blog. “Começamos com pouca crítica e mais descrição, agora estamos em um momento com mais comentários, mas ainda com descrição. O desafio do blog é chegar a uma terceira fase, onde teremos a apreciação dos produtos culturais da cidade”, afirmou o professor.

Nesta semana, percebe-se que ainda estamos em uma fase na qual descrições se confundem com comentários sobre o produto criticado, como nos textos das editorias Outro Giros e Projetor, que fizeram descrições interessantes, mas deixaram a desejar na apreciação sobre os produtos. O texto da editoria Entre Linhas é um bom exemplo da crítica se sobrepondo a descrição. Será a chegada à terceira fase do blog?

O Crítica de Ponta é uma dos poucos espaços na UEPG onde os estudantes podem escrever um texto que foge dos padrões tradicionais do jornalismo. Porém, poucos textos do blog tentam ousar na forma de serem redigidos. Ousadia encontrada nos texto das editorias Livro Aberto e Em Cena, que buscaram destacar elementos que muitas vezes passam despercebidos pela maioria das pessoas.

Ficaremos cerca de um mês sem postagens na nossa página. Este período servirá para refletirmos no que acertamos e erramos em nossa caminhada até hoje. Servirá para analisarmos onde queremos chegar com o Crítica de Ponta e que rumos tomamos até o momento. Podemos refletir sobre a utilidade dos comentários do blog e como divulgar a página na web para aumento de visitas. Aliás, alguém sabe quem lê nosso blog?


Edgard Matsuki

27 de junho de 2009

Direto ao ponto: retorno à descrição

A editoria Entre Linhas faz uma ótima descrição sobre os assuntos do Foca Livre, mas passa longe da crítica. Ao destacar as matérias sobre softwares e lixo químico na UEPG, a autora descreve a importância desses assuntos na pauta dos universitários, mas erra ao limitar a crítica aos pontos óbvios de cada tema. Ainda, usa como base a comparação entre outros jornais locais. Ao invés disso, seria mais interessante analisar a fundo o conteúdo do jornal escolhido para a crítica. No final, a frase: “Claro que existem assuntos que poderiam ser substituídos (...)”, deixa para o leitor a dúvida diante de quais seriam esses assuntos.
Já na editoria Na Tela o autor faz a seguinte comparação: “Isso acontece numa escala pequena se comparada às produções regionais e, é minúscula se comparada às nacionais”. Quais dados comprovam isso? Qual é a fonte? O autor também usa conceitos jornalísticos, como a identificação com o público, sem explicar para o visitante do blog, que não estuda jornalismo ou não pratica a profissão, qual a relevância desse problema.
Novamente, na editoria Em Cena, temos uma ótima descrição ao invés de uma crítica. A falta de apuração também está presente, com o termo “casa cheia”, quando a autora não especifica qual a capacidade de lotação do Teatro nem quantas pessoas estavam presentes – t\azornando, assim, difícil a visualização daquilo presenciado pela autora do texto. O trecho no qual temos uma amostra da crítica, no caso, construtiva é em relação aos argumentos para embasar a qualidade de alto nível dos músicos.
A autora do texto da editoria Projetor coloca, durante a descrição do filme, como “(...) até mesmo as poucas imagens urbanas são vistas sob outra perspectiva”. Qual é a outra perspectiva? Ou melhor, qual seria a primeira perspectiva? Se a intenção foi comparar o ângulo das cenas com as de outros filmes, a perspectiva da própria autora fica vaga. Como diz no texto, “(...) a análise e a crítica que o personagem faz da sociedade de consumo é digna de reflexão”. Seria uma opção mais interessante a autora refletir sobre o que ela mesma sugere.
Para o projeto Rádio Escola, o texto sobre o mesmo serve para sua assessoria. A lista das atividades do projeto apenas mostra seu benefício para a comunidade sem interpretar como isso de fato é benéfico. Da mesma maneira, a divulgação gratuita para o bar Botequim realmente pode atrair os leitores a conhecerem o local. Seja para ouvir música, comer ou assistir futebol, com certeza não será pela crítica de maneira construtiva que poderia ter sido escrita.

Jennifer Thomas

21 de junho de 2009

Criatividade como objetivo



Nesta edição do Crítica de Ponta, se percebe o esforço dos autores em inovar. Tanto nos assuntos, como na escrita do texto. O maior desafio da crítica é fugir do texto informativo. E nesse aspecto, a presente edição do blog tem conseguido ficar mais próxima de um bom resultado.

O destaque dessa semana vai para a editoria de turismo. Quem pensaria em um cemitério como opção de passeio na cidade? A inovação no tema poderá gerar opiniões divergentes, mas não se pode tirar o mérito pela criatividade. Além de texto conduzido com simplicidade e clareza. O autor só peca ao citar estilos arquitetônicos sem a explicação de suas características.

Já o texto da editoria Entre Linhas falhou ao não apresentar de forma mais aprofundada as características do “O Portal”.“Irreverência ou estratégia de mercado jornalístico” não explica ao leitor ao longo do texto o sentido do título. Qual é a estratégia de mercado? E ao falar da diagramação inovadora, a autora não detalha ao leitor onde e como jornal se destaca em sua aparência.

Outra crítica conduzida com clareza é a de TV. A crítica analisa todos os aspectos do programa, incluindo produção, exibição e apresentação. Texto que consegue fugir da descrição do produto e realmente se ater a crítica. O que tem faltado nessa editoria é apresentação de programas fora TV a cabo, a qual nem todos tem acesso.

As críticas de literatura, cinema e rádio não conseguiram ainda se desvencilhar totalmente da descrição. Mesmo quando o assunto precisa ser apresentado ao leitor, a descrição deve ocupar o mínimo espaço possível, senão o texto passa a ser mais informativo que crítico. O leitor que já conhece o produto não será atraído para a leitura sobre algo que já conhece.

A crítica ‘Nunca é tarde’ ainda merece destaque ao apresentar algumas características da vida da autora e uma curiosidade sobre a capa do livro.O texto sobre o curso de teatro faz apontamentos pertinentes à esse produto. É feito a analise do valor e oferta do curso, que apesar de livre, têm dificultado o acesso dos participantes, mostrando ao leitor um outro ângulo a ser analisado sobre o curso.

É importante destacar que o Crítica de Ponta tem melhorado visivelmente na qualidade dos textos, na criatividade dos assuntos e na proximidade, do que pode ser considerado, uma crítica ideal. A cada edição o desafio de criticar ao invés de simplesmente informar têm se tornado mais possível, mesmo que ainda não alcançado na totalidade.

Mariana Galvão

14 de junho de 2009

Opinar ou Informar?


Está claro que os autores do blog ‘Crítica de Ponta’ estão com os olhos abertos para novas possibilidades. Críticas não devem se limitar a produtos, mas devem também pensar no processo de produção e no modo de circulação. Criticar a falta de determinado produto também é um tipo de crítica, pois pressiona os responsáveis a tomarem atitudes. Isso é algo que está surgindo no ‘Crítica de Ponta’, por estar cada dia buscando produtos e percebendo a falta de alguns deles nos Campos Gerais. E o blog está aprendendo a lidar com essas alternativas.

Porém, ainda existe o medo de ousar na hora de escrever o texto. A dificuldade de fugir do texto informativo pode ainda ser percebida em algumas editorias. A função do blog é criticar os eventos culturais da região e, para isso, não se pode ter medo de realmente criticar, seja bom ou ruim. É isso que o leitor quer.

Nesta edição, a atenção vai para as editorias que se desprenderam do produto e pensaram na estrutura. A editoria “Em Cena” pensou no espaço. O autor expôs o cenário atual, criticou e propôs mudanças. A editoria “Projetor” também pensou no espaço e menos do produto. O tema escolhido é original, mas a autora se limitou à explicação do que é um cineclube e fez apenas uma pequena crítica ao fato do público não considerar o espaço de debate.

Claro que outras editorias que optaram por produtos não devem ser desvalorizadas. Dessas, a crítica “Animais em Foco” merece destaque pela boa dinâmica e embasamento crítico. Já a crítica “Mosteiro em Pauta na Literatura” deixa o leitor com dúvidas. Não é possível entender, afinal, do que se trata o livro. Uma pequena descrição do tema já resolveria o problema. Uma dúvida que fica para quem lê a crítica é entender por que a notoriedade do Mosteiro contido no livro é questionável. Porque as pessoas não conhecem?

No geral, o ponto principal que os autores do blog devem prestar atenção é na diversidade de temas. Obviamente, a crítica aos produtos é muito válida e muitas vezes demasiada esclarecedora e informativa. Entretanto, considerar que se a editoria tem recebido um mesmo formato de crítica por semanas, uma inovação vai enriquecer o blog. Pode atrair mais leitores e ampliar debates.

Juliana Cardoso