


'Lua Nova' se revela como o filme mais depressivo da série de quatro livros. Nele, Edward abandona Bella que, frustrada e triste pelo fato do amado lhe deixar, fica em perigo propositalmente, na esperança que Edward apareça. Diferente de Crepúsculo, 'Lua Nova' traz a formação de um triângulo amoroso formado por Bella, Edward e Jacob Black, uns dos lobisomems do filme.
Com um roteiro previsível e insosso, o diretor Chris Weitz tenta salvar a trama colocando mais ação e dinamismo do realmente o filme teria, se seguisse o livro fielmente. Exemplo disso são as brigas de Edward e Jacob e também o momento em que Jacob se transforma na frente de Bella e a salva de um vampiro. Em 'Lua Nova' a ação fica por conta das cenas de brigas entre lobisomens e vampiros.
Apesar da maquiagem do filme ainda se mostrar amadora, os efeitos especiais de Lua Nova melhoraram com relação a 'Crepúsculo'. Porém, ainda falta muito para chegar ao nível das séries 'True Blood' e 'The Vampires Diaries', que tem o mesmo tema de Stephenie Meyer. Uma desculpa para tantas falhas pode ser o baixo orçamento (para os padrões da indústria do cinema mundial) com que o filme contou. Na produção de Crepúsculo foram investidos 37 milhões de dólares e em Lua Nova 50 milhões.
Mesmo com as falhas e a história previsível da saga Crepúsculo, o primeiro filme rendeu 10 vezes mais que o valor utilizado para produzi-lo. A julgar pela pré-estréia em Ponta Grossa, 'Lua Nova' tem tudo para arrecadar tanto quanto Crepúsculo. E aí fica a pergunta, por que não sendo definitivamente o melhor na temática vampiresca a saga de Stephenie Meyer consegue tanto sucesso? Será que é boa porque fala de vampiros? Ou fala de vampiros e por isso é boa?
Mônica Bueno
Serviço:
A teledramaturgia ‘capenga’ do programa 'Casos e Causos', da TV Aberta, têm duas características cruciais. A primeira delas é a tentativa de representação regional através de séries - capítulos independentes veiculados uma vez por semana. E a segunda, por outro lado, é a produção técnica amadora, que deixa a desejar.
Em geral, o programa tenta apresentar histórias cotidianas. Porém, as atuações e produção são razoáveis e não conseguem garantir a audiência da programação, considerando que também perde público por passar nas madrugadas de domingo, um horário não (tão) nobre na programação televisiva.
A série, talvez por todos esses motivos, fica abaixo do nível de outras programações. Por exemplo, quando é comparada ao programa 'Curtas Gaúchos', da RBS TV, em que a qualidade de filmagem e produção em geral de curtas-metragens produzidos no Rio Grande do Sul é bem melhor e mostram como a produção regional pode ser valorizada e viável. Claro que o programa rio grandense veicula as filmagens caracterizadas com menos de 30 minutos há mais de 10 anos e as produções são de diversos diretores.
Em 'Casos e Causos', o requisito falta de experiência é perceptível, pois o elenco não é formado de atores profissionais ou que atuam na área. Assim, a impressão que se tem ao assistir as histórias semanais é de que estão brincando de representar personagens, de maneira forçada. Mas não deixa de ser uma tentativa e também uma esperança para que as produções de temas regionais cresçam e se aperfeiçoem. Dessa forma, é possível formar um público alvo que assista, comente e entenda que é possível produzir teledramaturgia, no caso, nos Campos Gerais.
Camila Engelbrecht
Serviço:
Séries / Drama
Nome Original: Casos e Causos
Elenco: Ricardo Tozzi, Danton Mello, Erika Evanttini, Humberto Martins, Taís Araújo, Antônio Calloni, Thiago Fragoso
Classificação: Programa para jovens e adultos
Fotos: Divulgação
Para onde vai o jornal de ontem depois que as informações contidas nele já foram substituídas pela nova edição do dia? O que fazer com aquele pedaço de papel depois que o conteúdo impresso já foi absorvido?
Muitos abordam o jornal como produto de uma vida útil muito curta. Após informar, o impresso deixa de ter valor. Sendo assim, passa a ser algo perecível no tempo.
Porém, em alguns lugares de Ponta Grossa e do mundo a realidade é outra. Mercados, mercearias, papelarias e donas de casa dão outro destino para esse produto, superando sua vida útil de 24 horas.
Nas mercearias e mercados a utilidade do jornal é impressionante! No fundo das prateleiras de frutas e verduras adivinha quem está forrando as bandejas? O jornal. Já nas papelarias o jornal é muito bem empregado! Como? Sendo suporte para enrolar cartulinas e folhas de papel sulfite. Para as donas de casa a dica é certeira e resolve alguns problemas com frutas que não estão no ponto para ser consumidas: “para amadurecer as frutas é bom enrolar no jornal".
Como pode ser visto, a adaptação de como utilizar o jornal chama a atenção. Será esse o futuro do impresso já que a tiragem dos jornais e a leitura da população é baixa? Fica aqui o destaque ao jeitinho não só ponta-grossense e nem brasileiro, mas mundial, de lidar com o impresso.
Daniel Petroski
Serviço: Jornal Foca Livre (foto) é uma produção dos aluno do curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa, com distribuição gratuita.
Fotos: Felipe Liedmann
Para o ouvinte, seria atrativo uma diversidade mais ampla de temas. A entrevista não esgota o assunto com seriedade, o que abre espaço para divagações sobre a alimentação de animais em zoológicos e cenas do filme 2012.
Um espaço importante do 'T de Prosa' é o momento destinado aos ouvintes. Marcílio expõe comentários e o especialista responde questionamentos do público sobre o tema. O cenário é satisfatório na ambientação de uma fazenda. Coronel Juvêncio e Dona Quitéria têm sotaques típicos do sítio. Ruídos de animais, talheres e pratos estão presentes no programa todo.
Com a intenção de representar uma refeição casual, 'T de Prosa' exagera nos comentários de culinária, como os pratos que Dona Quitéria preparou, se o entrevistado gostou da refeição e a espera pela sobremesa. O almoço na fazenda do Riachão continua até 13h15min, mesmo que o ouvinte já tenha terminado sua refeição.
Giovana Celinski
Serviço:
T de Prosa, de segunda a sexta-feira, às 12 horas
Rádio T, FM 99,9
Rua Ermelino de Leão, 1055 – Centro – Ponta Grossa – PR
fone: (42) 3220-9000
fotos: www.radiot.com.br
http://www.sobrasil.com.br/
Crônicas. É o nome do livro dos alunos da 3ª turma do curso de Comunicação Social - Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa, desenvolvido no ano de 1988/1989. Um livro cheio de histórias contadas pelos acadêmicos, com a orientação do Professor Laertes Larocca, que foca nas impressões do que acontece no cotidiano.
Uma iniciativa do Professor Laertes que, na época, usava tais textos/crônicas para “ativar” a percepção dos alunos. As crônicas realizadas no livro descrevem o que os alunos sentiam, suas experiências dentro e fora de sala de aula.
Na abertura do livro, Laertes deixa claro que os textos são de alunos que iniciam sua prática em escrever e evidentemente encontram-se algumas falhas. Algumas crônicas chamam a atenção como a “Noite de Natal”, de Edson Ezair Pontes, que descreve um menino de rua que observava pelas janelas de casas famílias trocando presentes e a mesas de doces, mas que passaria mais um dia de fome e frio como nos outros.
Outra Crônica, “O dia em que almocei com Chico Buarque”, de Rosemeri Pires Mazzardo, que conta que esbarrou em um homem e levou um susto enquanto se escondia do mau tempo em uma loja, desmaia e quando acorda está no hospital com Chico Buarque e almoça com ele. Porém, tudo não se passava de um sonho.
Vale ressaltar a percepção dos alunos quanto às experiências do dia-a-dia com seu ótimo vocabulário diferenciado e modo de escrever as crônicas, descrevendo a cada detalhe do fato.
O livro tem 20 crônicas escritas pelos alunos. Uma oportuna iniciativa do Professor Laertes Larocca que contribui na formação dos futuros jornalistas a perceber o que acontece no cotidiano, sem contar a força de vontade naquela época dos alunos em participar do projeto.
Thiago Copla
Serviços:
Edição revisado pelos alunos do 5ª período de Jornalismo / 1989
Realizado em Parceria com a Universidade Estadual de Ponta Grossa
Nome: Crônicas
3º turma de Comunicação Social – Jornalismo
Iniciativa Professor Laertes Larocca
Realizado em 1988 e lançado no ano de 1989.
Onde encontrar: Biblioteca Prof º Faris Michaele, na UEPG Central.
Os alunos puderam apresentar e ao mesmo tempo serem apresentados a uma cidade que julgavam não possuir vida cultural útil. E entre tombos nas repetições de palavras, desvios na falta de tempo e certa relutância de escrever um texto que fugia aos padrões conhecidos até então, chegamos a novembro. Mas a pedra no meio do caminho dessa edição pode ser associada a falta de criatividade e maior dosagem apreciativa na maioria das críticas oferecidas.
A autora de ‘Visões da infância em uma peça adulta’ não fugiu da descrição em seu texto, podia ter abordado outros aspectos da peça (que oferecia vastos conflitos existenciais), mas se deteve nos problemas técnicos da apresentação e pouco evoluiu na crítica proposta. Em “Para sair da rotina radiofônica” a própria autora não conseguiu sair da rotina que sugeriu, o texto ficou monótono e pouco contribuiu para informar e interessar um novo leitor. ‘ Tito e o chopp à moda antiga’, também demonstrou pouca originalidade, principalmente na abertura da redação, entretanto, o valor histórico que surgiu no decorrer das linhas compensou o leve deslize do ‘abre’. Vale novamente pensar no nosso leitor. Será que realmente ele seguiria a leitura até o final para descobrir por que a chopperia do Tito não faz questão de atrair novos públicos? Dizem por aí que ‘os fins justificam os meios’, mas o que salva um mau começo? O mesmo comentário pode ser atribuído à autora de ‘Uma exposição da miséria humana’.
Tanto o livro quanto a peça reverenciam no título uma tradicional lenda romena que é repetida em vários momentos da peça. Outros elementos da cultura romena e do leste europeu também aparecem na peça, contrastando com a cultura ocidental numa perspectiva crítica.
A peça está em sua quarta temporada e já foi apresentada em oito festivais, porém nessa trajetória possui dificuldades de adaptação a espaços maiores, já que originalmente o espetáculo foi pensado para pequenos ambientes, o que cria um clima intimista. Uma dessas dificuldades é quanto a projeção de voz dos atores no Cine Teatro Ópera, onde aconteceu a apresentação, e devido a amplitude do lugar, o público que estava mais distante não conseguiu escutar toda apresentação.
Contudo, os atores conseguiram sustentar as expressões dramáticas com a ajuda dos objetos cênicos e da sobreposição de discursos na tela que exibia trechos do livro e os filmes toscamente dirigidos pelo pai da protagonista, um palhaço de circo com pretensões cinematográficas que foge com sua família da Rômenia. Ao mesmo tempo que contribui para ilustrar a passagem do tempo sem mudança de cenário ou figurino, a sobreposição de elementos divide a atenção do público entre a tela e a atuação que parecem compor espetáculos diferentes.
Camila Montagner
Serviço:
Peça apresentada no dia 11/11 dentro da programação do 37º FENATA (de 05 a 12 de novembro)
Local: Cine Teatro Ópera - Auditório A, Rua XV de novembro.
Informações no site www.uepg.br/fenata
Entrada: R$ 5 (estudantes, professores e maiores de 65 anos pagam meia-entrada)