1 de maio de 2009

Como tirar um coelho da cartola?



No mês de março, quando o blog estava em fase de preparação, a idéia que rondava a cabeça dos alunos era a de que não teríamos assuntos para falar em todas as edições. Contudo, essa preocupação vem sendo deixada de lado com o passar do tempo. A maior parte dos textos dessa semana apresentou temas que muitas vezes passam despercebidos aos olhares menos críticos do cenário cultural da região.

A seção ‘Livro Aberto’ dessa semana traz um texto muito bem conduzido e que apresenta um projeto pouco divulgado pela mídia. É um exemplo de como falar sobre literatura de maneira crítica e sem cair na monotonia. Na parte sobre música, temos um tema original, mas a repetição de palavras é um ponto negativo. O “Cobertura rural caracteriza Estado Paranaense” chama atenção por retratar um programa que foge dos formatos tradicionais. Contudo, essa análise não atende a proposta do blog de cobrir apenas os Campos Gerais. A autora cita que o programa faz “a maior cobertura rural do Paraná”, mas não apresenta a fonte desse dado. Deve-se apontar também para o título informativo, que deve ser evitado, conforme foi discutido anteriormente.

No texto sobre o ‘Tela Alternativa’, a palavra de ordem é repetição, tanto de palavras (por exemplo, “projeto” e “roteiro”), quanto de tema, já muito abordado pela mídia impressa local. Contudo, o autor acertou na análise bem aprofundada e no rico vocabulário. Na seção ‘Entre Linhas’ o texto faz comentários relevantes. O que faltou falar foi que alguns dos apontamentos foram levantados na sala de aula do curso de Jornalismo, pelos próprios professores que coordenam o projeto. No texto “No ar 24 horas de programação paulista, parte dois”, como o próprio título sugere, a abordagem é a mesma de outras edições. Outros assuntos sobre rádio poderiam ser discutidos. Para finalizar, o principal problema dessa edição foi a parte ‘Outros Giros’. Os dados são interessantes, mas a idéia da sessão é outra. Caso o texto abordasse como os jogos atraem pessoas de outras cidades paranaenses, tendo como conseqüência o fortalecimento do turismo, a pauta seria uma das melhores dessa semana.


Daniel Petroski

No ar 24 horas de programação paulista, parte dois



Pois é, o “caro ouvinte” dos Campos Gerais deve estar enfadado de ouvir programação pré-estabelecida de outro estado em sua localidade. O assunto parece repetitivo, já que na edição anterior do blog, a editoria Antena falou sobre uma rádio local com programação paulista em rede.



A Rádio Mix, em Ponta Grossa não é diferente dessa realidade. A emissora, antiga Rádio Vila Velha, foi transformada em Rádio Mix há um ano. A ‘Vila Velha’ tinha uma sessão para jornalismo local diário, mas com a mudança, programas desse gênero não há mais. Há, pela manhã, uma hora de notícias locais, não produzidas pela rádio, tiradas de outros meios de comunicação da cidade.

É cômodo receber via satélite programação musical de São Paulo, sob justificativa de que a rádio atende o público jovem das cidades que abrange como Castro, Carambei, entre outras, além de Ponta Grossa. Será que esse público não sente falta de uma programação melhor, com programas informativos de maior duração? Os ‘ouvidos’ não têm que se educar em escutar sempre ‘a mesma coisa’.



A Rádio não tem nenhum jornalista formado, os estúdios são precários e a impressão que se tem é que nada é mais importante que a relação comercial. No site da Rádio Mix, o perfil definido de ouvinte é público jovem “com grande poder de consumo e formadores de opinião”, mas que acréscimo à formação de opinião essa rádio produz? Falta uma programação que prenda o ouvinte, formando um público fiel. É preciso melhora nas programações para que as pessoas ouçam e recomendem a rádio, tanto como entretenimento diário, como ferramenta de informação.


Cíntia Amaro



Serviço:

Estúdios da Rádio Mix em Ponta Grossa à rua XV de Novembro, 515 cep 84.010-906

Telefone Comercial : (42) – 3220-9470 / (42)3220 9454 / (42)32209456
Fax : (42)3220 9460
e-mail geral - vilavelha@vilavelhafm.com.br
comercial - comercial@vilavelhafm.com.br
Diretor Comercial : Mauricio Rosa

Site: http://www.vilavelhafm.com.br/radio.htm

Focas novatas



O 'Foca Livre' é o jornal laboratório dos alunos do 2° ano do curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa. A publicação é mensal durante o período de aulas. O periódico é destinado aos estudantes da Universidade e cobre assuntos relacionados a eles.


Este ano, o 'Foca', como é conhecido, inovou ao adotar o novo acordo ortográfico, mas houve alguns deslizes. Todas as palavras que foram alteradas foram marcadas com asteriscos, porém deixou-se de explicar no final de cada página o que significava. Outros erros de edição também foram graves: dois textos tiveram seus finais cortados. A diagramação também teve problemas. Alinhamentos diferentes e os Box, que ficaram muito escuros (o que dificultou a leitura).
As fotos também pecaram. A maioria estava em resolução ruim. Algumas ficaram distorcidas, outras contradiziam a matéria. As legendas também não ajudaram: ao invés de complementar a matéria, diziam o óbvio.
Mas o grande problema foi a editoria 'Especial', que nesta edição tratava da desmobilização estudantil. A matéria que poderia render muito ficou apenas na especulação. Os textos deveriam estar em sincronia, um complementando o outro, mas se contradiziam.


A primeira edição do Foca de 2009 teve diversos erros que devem ser corrigidos com a experiência das próximas edições.


Maria Fernanda Lievore



Serviço:
Foca Livre – Jornal laboratório dos alunos do 2°Ano de Jornalismo da UEPG - Ano 17, n°128 - Abril de 2009
Professores responsáveis: Marcelo Bronosky e Cíntia Xavier
Distribuição Gratuita
E-mail: focalivre2009@yahoo.com
Fotos: Maria Fernanda Lievore

Futebol e Emoção em Ponta Grossa



Inaugurado no dia 12 de outubro de 1941, o Estádio Germano Krüger é a casa do Operário Ferroviário Esporte Clube, de Ponta Grossa. O estádio localizado na Vila Oficinas, na rua Padre Nóbrega, 265, conta com um espaço para 13 mil torcedores, com um anel inferior (arquibancada especial e geral) e uma arquibancada superior com cadeiras.



Mesmo com uma capacidade para 13 mil pessoas, na partida entre Operário e Coritiba em 1975, aproximadamente 18 mil pessoas estiveram presentes. Hoje todos os jogos são da participação do Operário na Divisão de Acesso no Campeonato Paranaense. Além do espetáculo do futebol, a torcida operariana sempre comparece em bom número nos jogos, e as organizadas garantem a diversão e emoção com fogos, bandeiras e gritos de apoio.



Quem decidir ir aos jogos na geral deve se preparar para ficar em pé durante os 90 minutos ou levar algum jornal ou almofada para não se sujar e se sentar no anel inferior. Se a partida for à tarde é bom levar alguma proteção em dias de sol forte, pois não há proteção na parte de baixo do estádio. A chuva também é um problema. Uma alternativa é pagar mais caro e assistir o jogo sentado e com cobertura, se livrando do sol e de eventuais chuvas, na arquibancada superior.


Cristhian Teixeira


Serviço:
Estádio Germano Krüger
Rua Padre Nóbrega, 265, Vila Oficinas, próximo ao Hotel Barbur.
O acesso é pela rua Balduíno Taques, saída para Curitiba.
Fotos: www.operario.com

Cobertura rural caracteriza Estado paranaense



O programa Caminhos do Campo, apresentado todos os domingos por Sandro Ivanowski na Rede Paranaense de Comunicação (RPC) é o típico programa caipira. Com a maior cobertura rural do Paraná, o programa traz informação e entretenimento que interesse o público rural, mas não apenas esse.



O cenário simples, com o apresentador sentado em um banco de madeira, faz com que o público alvo se reconheça nos quadros apresentados. A diversidade de atrações torna o programa interessante não só para o produtor do campo, mas também para toda sua família, já que conta com receitas, apresentação de música caipira e calendários de eventos rurais.
Além disso, Caminhos do Campo procura, a cada domingo, informar seu espectador sobre as novidades no mercado agropecuário, as novas técnicas para a agricultura, o desenvolvimento do mercado agrícola, as pesquisas e novas tecnologias implantadas no campo, além do entretenimento já mencionado acima.
O problema central está no tempo de programa (meia hora), que permite a veiculação de informações simples, deixando alguns conteúdos sem uma abordagem elaborada. Outro problema que o curto tempo de apresentação gera é a falta de espaço para apresentar todas as informações que ocorreram no campo durante a semana, já que Caminhos do Campo vai ao ar apenas no domingo.



Em contrapartida estão o cenário rústico e o apresentador que utiliza linguagem acessível. Esse conjunto faz com que o programa se sustente, ainda que suas atrações sejam breves, e consiga atingir os moradores do campo. Além disso, Caminhos do Campo consegue, através de suas variedades, divulgar e auxiliar o desenvolvimento da agricultura e agropecuária paranaense, que caracterizam o Estado.

Vanessa Kruchelski Huk


Serviço:
Programa: Caminhos do Campo
Gênero: Rural
Apresentação: Sandro Ivanowski
Horário: das 7:00h às 7:30h
Canal: Rede Paranaense de Comunicação (RPC)
Crédito para fotos: tudoparana.rpc.com.br/caminhosdocampo/tv

Música com EMME maiúsculo



Ponta Grossa recebeu domingo e segunda-feira, 26 e 27, no Cine-Teatro Ópera o coral e teatro do grupo da Escola de Ministério de Música e Evangelismo (EMME). O grupo, que já existe há 25 anos, apresentou dois musicais relacionados com algumas passagens bíblicas.



O “Cenáculo”, que foi apresentado na segunda-feira, conta os últimos momentos de Cristo com seus discípulos. O cenário simples e o auxilio de um telão, onde passavam imagens sobre a Paixão de Cristo, é o que caracterizava o espetáculo.
O coral é formado por cerca de 20 jovens de várias igrejas evangélicas do país. Eles passam um ano longe de suas casas para se dedicar ao grupo e são selecionados através de testes anuais, segundo seu fundador Pastor Steve Peterson. A seleção e o preparo desses cantores são muito bem feitos. A qualidade dos cantores é ímpar, timbres diferentes que deixam as canções emocionantes.
Músicas religiosas conduzem as cenas do musical. O espetáculo proporciona uma sensação diferente das convencionais sobre a Paixão e Morte de Cristo. O público é convidado a cantar, acompanhando a letra no telão no centro do cenário. É possível se emocionar a cada momento, com a interpretação e as canções.



Problemas técnicos no som ocorreram durante a peça e o atraso de mais de uma hora causou alguns transtornos. Ao final do espetáculo foram feitas orações e foram distribuídas mensagens religiosas. O grupo se apresenta a convite das igrejas de cada cidade, e é mantido através de doações e da mensalidade dos alunos.

Juliana Cardoso


Serviço:
Grupo EMME
O site www.agenciaprogetto.com.br/emme possui todas as informações para entrar em contato com o grupo.
Cine-Teatro Ópera
Rua XV de novembro 452/468
Ponta Grossa - PR
Promoção: Igreja Evangélica Cristianismo Decidido
Horário: 19h
Ingressos: Entrada Franca
Fotos: Juliana Cardoso

Do palco à tela... alternativa



O projeto Tela Alternativa iniciou a quarta fase do seu projeto no dia 28 de abril. Nesta etapa, o projeto apresenta filmes que foram adaptados de peças de teatro: 'Becket' (1964), no dia 5 de maio e 'Quem Tem Medo de Virginia Wolf?' (1967), vencedor de cinco prêmios Oscar e exibido no dia 28/04.



Muitos filmes adaptados de peças de teatro têm mudanças radicais em seus roteiros, principalmente na questão do número de ambientes. Essa mudança descaracteriza alguns roteiros. 'Quem Tem Medo de Virginia Wolf?' prima ao conservar a originalidade teatral. A maior parte da trama se desenrola em um único local: a casa do casal George e Martha, interpretada brilhantemente por Elizabeth Taylor.
Apenas quatro personagens participam ativamente do filme. A história mostra o primeiro encontro de dois casais num sábado à noite, no qual bebem muito e mentem a níveis patológicos. Um clima ébrio e falacioso dá atmosfera ao filme. São tantas histórias e versões delas que até o espectador não sabe quando os personagens estão falando a verdade ou apenas “jogando”, como fazem no filme.



No encontro há debates sobre interesses conjugais e profissionais e “vidas de fachada”. A verdadeira faceta humana aparece e as máscaras caem. Tudo em ritmo de “quem tem medo do lobo mau, lobo mau, lobo mau”, parafraseada no filme. Para quem gosta de ação na tela, o filme é entediante, pois tem muitos diálogos pesados. 'Quem Tem Medo de Virginia Wolf?' é indicado para quem não tem medo de pensar, refletir, raciocinar.


Edgard Matsuki



Serviço:
'Quem Tem medo de Virginia Wolf?' (1967, 134 min.) e 'Becket' (1964, 150 mim.)
Quando: Dias 28/04 e 05/05 às 19:30h
Onde: Cine Teatro Ópera (Ponta Grossa-PR)

Numa biblioteca não tão distante



Era uma vez um projeto de incentivo à leitura para crianças em uma biblioteca. As funcionárias realizavam uma contação de histórias com o objetivo de apresentar o mundo dos livros às crianças de um modo fantasioso. Essa história acontece na Biblioteca Municipal de Ponta Grossa toda quarta-feira à tarde e quinta-feira de manhã.



Nesse momento mágico as contadoras se transformam em fadas, palhaços e bruxas. E as crianças podem participar do teatro atuando como anões da Branca de Neve, os três porquinhos, ou até mesmo João e Maria.
A participação das crianças em muitos momentos é escassa. As professoras contadoras já chegaram a apresentar uma história para apenas quatro crianças. Porém algumas escolas costumam levar turmas inteiras. Para isso, é necessário o agendamento com a biblioteca, que pode chegar a executar o projeto em horários especiais.



Mesmo sem verba para a divulgação e fantasias, e com poucos espectadores o projeto persiste há quatro anos. É uma forma inovadora de incentivo à leitura, pois leva a criança para dentro da história, como um novo personagem. O mesmo conto transforma-se a cada nova apresentação.
FIM

Gisele Barão


Serviço:
Contação de histórias
Biblioteca Municipal de Ponta Grossa – Professor Bruno Enei
Praça João Pessoa, s/nº. Estação Saudade
Telefone: 3224-3867
Quarta-feira às 14:30
Quinta-feira às 09:30
Fotos: Letícia Scheifer