27 de junho de 2009

Inovação polemizada em jornal laboratório da UEPG


Foca Livre
, a experiência jornalística dos alunos do segundo ano da UEPG está em pauta no Critica de Ponta novamente. Desta vez a crítica vai para os assuntos escolhidos pelo jornal, e não para o formato das matérias.

A edição nº130 do jornal Foca Livre apresenta, aos universitários, assuntos que não foram abordados pelos jornais da região. É relevante que, por ser jornal laboratório, o Foca Livre pense na inovação.

A editoria C&T apresenta denuncia da falta de controle da Universidade sobre o uso de softwares proprietários nos computadores da UEPG. Muitos deles operam com softwares piratas. Na mesma página, aponta-se o destino incorreto dos resíduos químicos da UEPG. São assuntos que atingem a Universidade e a não solução de tais situações causa problemas à comunidade. Para os alunos, que deveriam ter computadores equipados com softwares livres, e não de proprietários e muito menos pirata. E para a sociedade, já que lixo químico despejado em lixo comum causa impactos ambientais.

Na página Universidade, a matéria sobre o atraso das obras do ambulatório merece destaque. As obras deviam ter sido concluídas neste semestre (primeiro de 2009). Nenhum jornal da região abordou o tema que envolve a saúde dos estudantes e funcionários. Outra pauta interessante está na editoria Geral, e fala sobre um projeto de lei que pretende criminalizar a ação dos flanelinhas. Um jornal da região falou sobre a ação desses trabalhadores, mas não discute nada sobre o referido projeto de lei.

O Foca Livre deste mês (junho/09) merece destaque por ter escolhido tais assuntos para apresentar à comunidade universitária. Claro que existem assuntos que poderiam ser substituídos, mas nunca é tarde para melhoras.

Liandra Cordeiro

Serviço:
Foca Livre – Jornal laboratório dos alunos do 2°Ano de Jornalismo da UEPG - Ano 17, n°130 – Junho de 2009
Professores responsáveis: Marcelo Bronosky e Cíntia Xavier
Distribuição Gratuita
E-mail:
focalivre2009@yahoo.com.br
Fotos: Liandra Cordeiro

21 de junho de 2009

Criatividade como objetivo



Nesta edição do Crítica de Ponta, se percebe o esforço dos autores em inovar. Tanto nos assuntos, como na escrita do texto. O maior desafio da crítica é fugir do texto informativo. E nesse aspecto, a presente edição do blog tem conseguido ficar mais próxima de um bom resultado.

O destaque dessa semana vai para a editoria de turismo. Quem pensaria em um cemitério como opção de passeio na cidade? A inovação no tema poderá gerar opiniões divergentes, mas não se pode tirar o mérito pela criatividade. Além de texto conduzido com simplicidade e clareza. O autor só peca ao citar estilos arquitetônicos sem a explicação de suas características.

Já o texto da editoria Entre Linhas falhou ao não apresentar de forma mais aprofundada as características do “O Portal”.“Irreverência ou estratégia de mercado jornalístico” não explica ao leitor ao longo do texto o sentido do título. Qual é a estratégia de mercado? E ao falar da diagramação inovadora, a autora não detalha ao leitor onde e como jornal se destaca em sua aparência.

Outra crítica conduzida com clareza é a de TV. A crítica analisa todos os aspectos do programa, incluindo produção, exibição e apresentação. Texto que consegue fugir da descrição do produto e realmente se ater a crítica. O que tem faltado nessa editoria é apresentação de programas fora TV a cabo, a qual nem todos tem acesso.

As críticas de literatura, cinema e rádio não conseguiram ainda se desvencilhar totalmente da descrição. Mesmo quando o assunto precisa ser apresentado ao leitor, a descrição deve ocupar o mínimo espaço possível, senão o texto passa a ser mais informativo que crítico. O leitor que já conhece o produto não será atraído para a leitura sobre algo que já conhece.

A crítica ‘Nunca é tarde’ ainda merece destaque ao apresentar algumas características da vida da autora e uma curiosidade sobre a capa do livro.O texto sobre o curso de teatro faz apontamentos pertinentes à esse produto. É feito a analise do valor e oferta do curso, que apesar de livre, têm dificultado o acesso dos participantes, mostrando ao leitor um outro ângulo a ser analisado sobre o curso.

É importante destacar que o Crítica de Ponta tem melhorado visivelmente na qualidade dos textos, na criatividade dos assuntos e na proximidade, do que pode ser considerado, uma crítica ideal. A cada edição o desafio de criticar ao invés de simplesmente informar têm se tornado mais possível, mesmo que ainda não alcançado na totalidade.

Mariana Galvão

Nunca é tarde





O livro “Ao Despertar”, de Jaira Boruck Nunes, é uma história de perseverança e realização de sonho. Obrigada a trabalhar para sustentar a família, a poetisa deixou de lado seu grande amor: a arte. Desde criança se interessava por canto e poesia, mas somente quando entrou na Universidade Aberta à Terceira Idade (UATI) descobriu que podia rimar as palavras.


Não se pode comparar a qualidade técnica do poema com um Fernando Pessoa, uma Adélia Prado, afinal, algumas rimas deixam a desejar. É compreensível, porém, a dificuldade de Jaira, já que seu contato aprofundado com poesia deu-se na terceira idade. Na prática, ela é uma iniciante. O que é louvável no trabalho da poetisa pontagrossense é a paixão e a história por trás dos poemas.
A capa do livro é, também, um trabalho regional. Trata-se de uma obra de Marcelo Schimaneski, natural de Ponta Grossa, que “emprestou” sua visão do meio rural dos Campos Gerais para a conterrânea, Jaira.

Destaque para para o poema “Arte e Vida”, que é um retrato das experiências, da luta e da realização de Jaira como artista. Nele, ela expressa sua paixão pela arte, as obrigações da vida que a distaciaram dessa paixão, a redescoberta do estudo e a cura dos problemas da idade avançada por meio da arte. Segundo o poema, a arte é um remédio, “o próprio ar” que Jaira respira.

Yana Fortuna

Serviço:
Título: Ao Despertar
Autora: Jaira Boruk Nunes
Editora independente.
Contato com a autora: (42) 32236854
Avenida Ana Rita - 547 - Apto 21A, Uvaranas, Ponta Grossa, Paraná - CEP: 84026-000
Créditos das Fotos: O quadro é obra de Marcelo Schimaneski (é a capa do livro) e a foto é de Weslley Dalcol.

19 de junho de 2009

Irreverência ou estratégia de mercado?


Ao abrir o mais novo jornal de Ponta Grossa, O Portal, nota-se inovações na aparência, uma diferente e incrementada diagramação, mas quanto ao serviço de informação de qualidade, esse parece, ainda, incipiente.

Uma das páginas do jornal é pautada com figuras dos representantes da política local, espaço que poderia ser reverenciado com outros temas. A coluna social é bem vasta, colorida, com fotos estourando. Aliás, as fotos, além de grandes, ocupam boa parte das 32 páginas do impresso de duas semanas de vida.

Um aspecto relevante de O Portal é a editoria de cultura que, na edição do último domingo, 14, possui cores e diagramação atrativas. Assuntos de eventos locais, como a apresentação do Quinteto Villa Lobos no 1º Festival de Música de Ponta Grossa, perfil da semana e um espaço para uma agenda cultural, chamado “Programe-se” fazem parte dessa editoria. Um ponto que tem que ser valorizado em outros jornais.

Há uma supresa na página dois: geralmente é espaço de opinião, mas em O Portal há um horóscopo ocupando o lugar de um suposto editorial ou artigo. A opinião fica para página 3.

O jornal surge com uma proposta diferenciada dos diários locais, pelo menos no que se relaciona a aparência. Porém, não tem tido uma tiragem significativa. Em algumas bancas o periódico foi devolvido por não ter ‘saída’. Qual seria o motivo? Talvez o preço salgado em relação a outros impressos de diferentes abrangências (três reais, em média, dão para comprar dois jornais da cidade).

Isadora Camargo

Serviço:

O Portal circula todo domingo nos Campos Gerais

Diretor de redação: Adail Inglês

www.jornaloportal.com.br

Seu único defeito era não existir



“A Mulher Invisível”, comédia brasileira de 105 minutos que está em cartaz de 11 a 18 de junho, no Multiplex Shopping Palladium, é um exemplo de que o Brasil também possui produções cinematográficas de qualidade.

Composto por personalidades como Selton Mello, Vladimir Brichta, Fernanda Torres e Luana Piovani, o elenco do filme não deixa a desejar na atuação, além de possuir, naturalmente, o dom de fazer o público rir.


O longa conta a história de Pedro (Selton Mello), que, após ser abandonado por sua esposa Marina (Maria Luisa Mendonça), se trancafia durante três meses dentro de seu apartamento. Já alucinado pela partida de sua amada, Pedro cria em sua mente a mulher ideal, Amanda (Luana Piovani). Porém, o problema surge quando Pedro passa a acreditar que Amanda é de carne e osso.

Apesar do filme não apresentar cenas de sexo, o longa é recomendado para maiores de 14 anos. Entretanto, o Multiplex Shopping Palladium não obedece essa indicação. Na sessão do dia 17 de junho, diversas crianças assistiram ao filme. A linguagem vulgar, e as cenas dos atores seminus, geraram comentários desagradáveis, o que constrangeu algumas famílias presentes na sessão.


Além de boas risadas, ‘A Mulher Invisível’ proporciona momentos de nostalgia às pessoas que já vivenciaram uma ‘pós-separação’ – o que gera lembranças ao espectador. Dirigido por Cláudio Torres, o longa-metragem possui também um site, com informações, fotos, promoções e vídeos para os fãs.

Carla Yarin

Serviço:

Título Original: A Mulher Invisível

Gênero: Comédia

Censura: 14 anos

Duração: 105 minutos

Ano: 2009

Língua: Português

Cinema: Shopping Palladium - Multiplex - Sala 3

Segunda, Terça e Quinta - 19h30hr/ 21h30h - R$12,00 - Meia R$6,00
Sexta, Sábado, Domingo e Feriados – 15h30 / 17h30 - R$12,00-Meia R$6,00
20h00/ 22h00 - R$14,00 - Meia R$7,00
Quarta Promoção R$5,00 – 15h30/ 17h30/ 20h00/ 22h00
Aposentados, idosos e portadores de deficiência pagam meia entrada

Site ‘A Mulher Invisível’ – http://wwws.br.warnerbros.com/amulherinvisivel/site/

Os créditos das fotos são do site.

Beleza funerária no centro Ponta Grossa



Uma alternativa de passeio para quem deseja espairecer, mas não tem muito tempo ou recursos para fugir da rotina – pois a maioria dos pontos turísticos convencionais são distantes da cidade – é o Cemitério São José, no centro de Ponta Grossa.

O Cemitério, que ocupa uma quadra toda da avenida Balduíno Taques, abriga uma grande diversidade arquitetônica de jazigos, mausoléus, túmulos, lápides e estatuetas sacras. Essa diversidade faz do lugar uma verdadeira exposição artística em pleno centro da cidade. A arquitetura varia do estilo helenista - como pode ser visto no mausoléu maçônico - e gótico, até as tumbas modernas.

Além disso, em razão da sua antiguidade, o Cemitério São José é um museu histórico. Há sepulturas datadas do século XIX. As mais antigas são de 1890, de Corina Portugal e da família Ribas.

Contudo, infelizmente alguns túmulos estão defasados, não pela antiguidade, mas por algum motivo desconhecido que leva indivíduos a roubarem suas peças. Faltam placas e crucifixos em algumas sepulturas.

Durante a história da humanidade, diversos artistas, inclusive os mais renomados (à guisa de exemplo: Van Gogh, Goethe, Chopin), tiveram como matéria-prima para suas obras o sofrimento. É essa mesma fonte de inspiração que motiva a arte funerária. Ao passear pelo Cemitério São José, percebemos esse potencial artístico da dor.

O cemitério é um bom lugar para quem quer fugir da vida cotidiana.


Stiven de Souza

Serviço:

Cemitério São José

Rua Balduíno Taques, Ponta Grossa – Centro

Horários: das 8 às 18

Curso ‘livre’ de teatro



A partir do mês de agosto deste ano ocorre o primeiro Curso Livre em Teatro na UEPG, um projeto de extensão em artes cênicas oferecido pelo Núcleo de Estudos em Teatro da Universidade (NET/UEPG). O projeto tem como público alvo a população de Ponta Grossa e região. Após a inscrição, os participantes passarão por um processo de seleção, pois há um limite de 30 vagas. O processo seletivo tem como critério o currículo e uma entrevista que questiona o porquê da intenção de fazer o curso.


Apesar de ter seis patrocinadores – sendo eles a Caixa Econômica Federal, o Governo Federal, a Prefeitura Municipal de Ponta Grossa, o Governo do Paraná, a Secretaria Municipal de Cultura de Ponta Grossa e a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) – é cobrada o valor de R$ 1000,00 em dez parcelas por cada participante.

O curso é tido como um projeto de extensão. No entanto, a UEPG não oferece o curso superior em Artes Cênicas, e, por ter uma grande carga horária (960 horas/aula em nove meses), não torna possível participar do projeto de extensão e de qualquer outro curso superior ao mesmo tempo.

O valor é outro fator que torna o curso pouco acessível. É caro mesmo tendo entre seus patrocinadores dois grandes nomes como a Caixa e o Governo Federal. É, também, questionável que um projeto com este preço seja oferecido por uma instituição de ensino superior pública e gratuita.


Milena Rezende


Serviço:

As inscrições, que são gratuitas e vão até 26 de junho, acontecem na sede da Proex (Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais) da UEPG que fica na Praça Marechal Floriano Peixoto, 129 – próximo à Catedral de Sant’Ana, ou pelo site www.uepg.br/proex/net. Após o processo de seleção, os participantes escolhidos deverão pagar a taxa de R$100 de matricula. A atividade é dividida em três semestres sendo que o primeiro começa no dia 3 de agosto deste ano e vai até 21 de outubro. Em 2010, o projeto tem início no dia 1º de março e termina em 29 de maio. O terceiro e último semestre vai de 7 de junho a 28 de agosto de 2010.

Mais informações nos telefones: (42) 3225-8422 / 3222-9652 / ou 3223-4377 – Ramal 24, em expediente normal.

Irradiando o amor



Quer encontrar um novo amor? As alternativas são muitas: sites de relacionamento, bate-papos virtuais ou até mesmo um casual encontro na pracinha. Quem mora em Ponta Grossa ou na região dos Campos Gerais tem outra opção: o programa ‘Toque Geral’, que vai ao ar todos os domingos a partir das 18 horas pela rádio Mundi FM.


Apresentado por Marcelo Rangel, Márcio Ricardo, Amanda, Rizada e Cupido, o ‘Toque Geral’ tem como objetivo fazer as pessoas encontrarem a “outra metade de sua laranja”, ou, como dizem os próprios apresentadores, “o programa que foi feito para você encontrar a tampa para a sua panela”.

Durante duas horas, homens e mulheres respondem perguntas sobre relacionamentos amorosos e falam sobre suas características pessoais a fim de conquistar quem está do outro lado do rádio. O formato do programa se torna monótono, pois todos os solteiros ressaltam as mesmas qualidades de si mesmos para impressionar um possível pretendente.


Ponto a ser destacado no ‘Toque Geral’ é a interação direta entre os apresentadores e o público, visto que o programa é produzido no estúdio 6 da rádio Mundi, localizado no Shopping Palladium. Aproveitando-se do grande movimento no local aos domingos, o apresentador e deputado estadual Marcelo Rangel tem uma grande oportunidade de promover não apenas sua voz (como faz todos os dias na rádio) como também a sua imagem.

Felipe Liedmann

Serviço:

Programa Toque Geral

Rádio Mundi FM 99,3

Todos os domingos das 18 às 20 horas

Apresentação: Marcelo Rangel, Márcio Ricardo, Amanda, Rizada e Cupido

Fotos: Divulgação

Medicina levada a sério




Levar informação aos telespectadores nem sempre é uma tarefa fácil. Quando se trata de um campo de conhecimento específico, por exemplo a medicina, a tarefa é ainda mais complicada. Corre-se o risco de usar termos técnicos e não explicá-los, o que prejudica o entendimento do telespectador. Esse problema não acontece no programa Medicina Preventiva, exibido na TV Vila Velha numa parceria com o Hospital Unimed. Os entrevistados, geralmente médicos, trazem informações sobre saúde e bem-estar. O jornalista Marcelo Franco conduz bem o programa, “traduzindo” termos da medicina para o telespectador.


Medicina Preventiva é gravado em um estúdio do Shopping Palladium, em Ponta Grossa. O local definitivamente não é apropriado. Falta isolamento acústico e, no decorrer do programa, ouve-se constantemente uma voz feminina que anuncia avisos para os compradores do shopping. A produção do programa parece não se preocupar com isso e o apresentador conversa com seus entrevistados formalmente. Marcelo Franco não abre espaço para intimidades, como acontece em outros programas locais, o que, por outro lado, deixa Medicina Preventiva um programa sério demais. Ele também apresenta o jornal da emissora.

Alguns enquadramentos mais criativos e uso de materiais audiovisuais poderiam tornar o programa mais dinâmico. Se o objetivo da produção é levar conteúdos de forma clara para o telespectador, devem repensar como atraí-lo. Não só de pautas interessantes se faz um programa. Medicina Preventiva, contudo, cumpre a função de informar. E só.

Thalita Milan


Serviço:

O programa é exibido pela TV Vila Velha, toda terça-feira, às 20h. O canal é do sistema a cabo da cidade.

Para mais informações: www.tvvilavelha.com.br

14 de junho de 2009

Opinar ou Informar?


Está claro que os autores do blog ‘Crítica de Ponta’ estão com os olhos abertos para novas possibilidades. Críticas não devem se limitar a produtos, mas devem também pensar no processo de produção e no modo de circulação. Criticar a falta de determinado produto também é um tipo de crítica, pois pressiona os responsáveis a tomarem atitudes. Isso é algo que está surgindo no ‘Crítica de Ponta’, por estar cada dia buscando produtos e percebendo a falta de alguns deles nos Campos Gerais. E o blog está aprendendo a lidar com essas alternativas.

Porém, ainda existe o medo de ousar na hora de escrever o texto. A dificuldade de fugir do texto informativo pode ainda ser percebida em algumas editorias. A função do blog é criticar os eventos culturais da região e, para isso, não se pode ter medo de realmente criticar, seja bom ou ruim. É isso que o leitor quer.

Nesta edição, a atenção vai para as editorias que se desprenderam do produto e pensaram na estrutura. A editoria “Em Cena” pensou no espaço. O autor expôs o cenário atual, criticou e propôs mudanças. A editoria “Projetor” também pensou no espaço e menos do produto. O tema escolhido é original, mas a autora se limitou à explicação do que é um cineclube e fez apenas uma pequena crítica ao fato do público não considerar o espaço de debate.

Claro que outras editorias que optaram por produtos não devem ser desvalorizadas. Dessas, a crítica “Animais em Foco” merece destaque pela boa dinâmica e embasamento crítico. Já a crítica “Mosteiro em Pauta na Literatura” deixa o leitor com dúvidas. Não é possível entender, afinal, do que se trata o livro. Uma pequena descrição do tema já resolveria o problema. Uma dúvida que fica para quem lê a crítica é entender por que a notoriedade do Mosteiro contido no livro é questionável. Porque as pessoas não conhecem?

No geral, o ponto principal que os autores do blog devem prestar atenção é na diversidade de temas. Obviamente, a crítica aos produtos é muito válida e muitas vezes demasiada esclarecedora e informativa. Entretanto, considerar que se a editoria tem recebido um mesmo formato de crítica por semanas, uma inovação vai enriquecer o blog. Pode atrair mais leitores e ampliar debates.

Juliana Cardoso